[leia] Curiosidade sobre o Sr. Tilon Gurgel.

Um fato curioso que muita gente desconhece em Felipe Guerra, contado pelo advogado Marcos Pinto, historiador apodiense, é com relação a morte do apodiense Francisco Ferreira Pinto. Em seu relato ele afirma categoricamente que o Sr. Tilon Gurgel, fundador do municipio de Pedra d'Abelhas antigo nome de Felipe Guerra, juntamente com Luiz Leite, mandou assassinar o politico Apodiense, ocorrido em dia 02 de maio de 1934. Segundo Marcos Pinto, o motivo do assassinato era uma profunda inveja que eles demonstravam em relação ao carismático líder apodiense. FgNews

Por Marcos Pinto - Historiador apodiense
Francisco Ferreira Pinto foi covardemente assassinado pelo bandido Roldão Frutuoso de Oliveira, vulgo Roldão Maia, natural do Itaú-RN, contratado para a nefanda empreitada pelos truculentos Luiz Leite e Tilon Gurgel. A profunda inveja que estes demonstravam em relação ao carismático líder político apodiense, levou-os a pagarem a mão mercenária. 

Como o partido popular teve vitória em Apodi na eleição de 1933, Chico Pinto fora sondado pelos líderes José augusto e Juvenal Lamartine sobre a possibilidade de ele ser eleito governador, no caso do partido popular eleger a maior bancada na assembleia legislativa, no pleito de 1934. Como o partido popular  elegeu 14 deputados estaduais e a aliança liberal só elegeu 11 deputados, coube a maior bancada eleger o governador para evitar a eleição certa de Chico Pinto ao governo.

Luiz  Leite e Tilon Gurgel resolveram mandar assassiná-lo, o  que aconteceu à 21:30 hs do dia 02 de maio de 1934. Esse lamentável fato levou os líderes estaduais José Augusto e Juvenal Lamartine à convocarem, de imediato, o então deputado federal Rafael Fernandes, que se encontrava no RJ, para ser eleito pela assembleia via deputados do partido popular, governador do RN. Apodi perdia assim, pela inveja de Luiz Leite e Tilon Gurgel, a oportunidade de ver um filho da terra assumir o governo do estado.
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13 comentários

Anônimo disse...

Há erro no seu comentário Senhor Paulo Sérgio Medeiros / Mossoró no Blog do Erinaldo Silva, o vereador Ubiracy Pascoal é funcionário do povo de Pedra de Abelhas, ele apenas deve estar expressando junto com o Blog o desejo de parte da população que realmente ao longo dos anos já entendeu que podemos restaurar nossas belas origens como cidade. Se isso mudou ou não o foco do povo, cabe a cada ler e querer debater o que desejar. Tudo Pedrense das Abelhas deseja isso faz anos, basta ler os comentários em todos os blogs e em qualquer lugar que levantou essa mudança, nunca vimos aqui na nossa terra parte da família Gurgel-Guerra contribuir de forma marcante, muito pelo contrário, quando precisamos deles ele fugiram. O senhor Drº Eilson Junior, filho de Drº Eilson pai, é um dos melhores médico de Natal, diga-me quanto cidadãos foram recebidos e ajudados por ele? Inclusive a viúva do Drº Pai nega até hoje que conheça nossa cidade, diz que não existe vículo nenhum dele com nosso povo.

Agora quando pensamos de mudar o nome e fazer justiça, todos de revoltam e querem aparecer e ser os heróis.
Espero que você publique meu comentário Erinaldo, pois aqui existe apenas uma parte da verdade sobe eles, apenas uma pequena parte. Chega de Coronelismos e vaidades, a cidade pertence ao povo e não a familias.

Eduardo Castro e Silva (João Pessoa-PB), sou neto de cidadãos Pedrenses de Abelhas e, vi meus avós falarem dos tempos sujos e sórdidos dos coronéis da chapada do Apodi, disseram que a imposição do nome foi um desrespeito aos cidadãos da época, sendo isso estendido até hoje.

André Gurgel Filho disse...

Sou Gurgel e não há mais coroneis.

Informo para Eduardo Castro e Silva o que uma pessoa da minha família escreveu...



Não há vaidade ou coronelismo da família Gurgel, foi o deputado Niltom Pinto, primo de Marcos Pinto, que pediu o nome Felipe Guerra para a cidade.

A família Pinto foi quem pediu, Marcos Pinto esqueceu disso ?

Felipe Guerra foi o primeiro professor da cidade e fez a primeira escola numa sala do Sítio Canto.

Felipe Guerra queria minimizar ou erradicar o analfabetismo na pequena vila do Brejo.

Não precisa as pessoas agredirem a família Gurgel.

Não foi a família Gurgel que pediu o nome, foi a família Pinto mais vários e vários professores do OESTE em razão da cruzada contra o analfabetismo feita por Felipe Guerra no Brejo de 1898 a 1908.

Essa cruzada é pioneira no RN e entrou para a História do OESTE e do RN.

Mudar o nome é uma decisão do povo, mas para isso não é necessário atacar a honra do professor Felipe Guerra.

Joaquim Gurgel disse...

O paraibano Eduardo Castro e Silva (João Pessoa-PB), tem todo o direito de achar que a cidade tem que mudar de nome, mas o caminho não é dizer que o nome Felipe Guerra foi artifícios dos coroneis.

O paraibano pode ler a história e ver que foi um pedidos de professores de alfabetização, mas a ideia mesmo foi do deputado Niltom Pinto.

O professor Felipe Guerra chegou lá no brejo e quis acabar com o apelido botado no mpovo de lá, o povo de Apodi chamavam o povo do brejo de brejeiros analfabetos.

Felipe quis acabar com isso.

O paraibano Eduardo Castro e Silva tem todo direito de mudar o nome da cidade de João Pessoa para Nossa Senhora das Neves.

abraço para todos amigos da Paraíba.

Anônimo disse...

e Gurgel são boa gente, so estão fazendo esses comentários pra a população esquecer os problemas existentes que não foram causados por Gurgel.

Anônimo disse...

Um assunto muito polêmico e de muita responsabilidade, mas do que uma fonte de pesquisa deveria ser exposta. Foi irresponsável as afirmações do senhor Marcos Pinto, e mais ainda a publicação nesse blog.

Sou plenamente a favor do nome Pedra de Abelhas, mas que tudo seja feito com ideologia e não com acusações infundadas e desmoralizantes. Todas as familias merecem respeito, os vivos e os mortos.

Valter Batista Nogueira

Marcos pinto disse...

Prezado Valter Nogueira. Bom dia. Sugiro-lhe moderar seu tratamento para com minha pessoa. O adjetivo deve cair muito bem em você,pois sequer me conhece nem muito menos minha honrada história de vida. Tudo que afirmei foi extraído dos autos de Processo-crime que apurou a morte do líder político Apodiense. Jamais o Dr, Newton Pinto iria homenagear o Dr. Felipe Guerra, que foi o maior perseguidor do Apodi e sua gente, tendo, inclusive,traficado influência como Desembargador para rebaixar a cidade de Apodi para a condição de Termo Judiciário, transferindo a Comarca para Caraúbas-RN. A iniciativa teve como patrono o então Prefeito de Pedra D'Abelhas o médico Eilson Gurgel, sobrinho da esposa de Felipe Guerra. Há,realmente, necessidade do resgate histórico da aprazível e bela PEDRA DE ABELHAS.

Marcos pinto disse...

Valter Nogueira,todas as arguições e assertivas contidas no meu artigo supra citado foram extraídas do Processo-crime que apurou o covarde assassinato do líder político Apodiense. Leia a biografia de Felipe Guerra, contida no livro "BACHARÉIS DE OLINDA E RECIFE" e verás que o Felipe Guerra morou pouco tempo no então "Brejo do Apodi", curtindo um ostracismo imposto por seus desvirtuamentos como Juiz de Direito, tendo sido afastado pelo Tribunal de Justiça, que o colocou em disponibilidade. E tem outras agravantes mais, que se você quiser as tornarei públicas, todas extraídas de documentos oficiais irrefutáveis. Passe bem. Abraço.

Marcos pinto disse...

Respondendo ao André Gurgel e Joaquim Gurgel: O Desembargador Felipe Guerra trafica influência e indica para assumir a Comarca de Apodi (Ano 1922) o seu amigo íntimo Dr. João Dantas Sales, que assumiu publicamente que cerrava fileiras na oposição ao então Presidente da Intendência Coronel João Jázimo Pinto e seu genro Francisco Pinto, transformando sua residência em valhacouto do chefe de cangaceiros Benedito Saldanha, a quem protegia às escancaras. Para fazer cessar esse acinte ao povo de Apodi, em 1925 o então governador do estado Dr. José Augusto promoveu o Juiz João Dantas Sales para uma comarca de segunda Entrância, o que o fez sair da cidade do Apodi;


Marcos pinto disse...

Fui professor do Paulo Sérgio Medeiros,pessoa digna de minha estima e apreço. O mesmo tem razão em pelo menos tentar defender o indefensável, posto que é neto do Sr. Tilon Gurgel e sobrinho materno do Dr. Eilson Gurgel,autor da idéia de mudar o nome de Pedra de Abelhas para Felipe Guerra, homenageando,assim,o esposo de sua tia paterna. O Paulo é filho do renomado Topógrafo Paulo Nobre,casado com uma filha do Tilon Gurgel,pessoas distintas e do nosso apreço.

Anônimo disse...

Estava querendo fazer uma pergunta a Marcos Pinto depois desisti porque encontrei a resposta. Era essa a pergunta. Porque ninguém sabia desse assassinato aqui? Quando acontece uma coisa dessa todo mundo fica logo sabendo principalmente quando matam um político. Depois eu vi que hoje sem coronelismo é difícil falar nisso com os Gurgel fazendo pressão. Imagine na época dos jagunços armados e ameaçando todo mundo. Quem era besta de dizer alguma coisa? Ninguém tem raiva dos Gurgel por causa disso mas a história tem de ser contada e ficar nos livros. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Lucas 12:2. E a bíblia garante que "Quem matar será réu de juízo". Está escrito assim; Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás"; e, "Quem matar será réu de juízo". Então eu entendo assim que mais cedo ou mais tarde tudo será revelado porque está escrito que vai e não importa se quem revelou fez isso com amor, ódio, inveja não importa a verdade escondida aparece. É a palavra se cumprindo. Marcos pode responder para tirar a dúvida. Se for verdade fica só na história porque ninguém tem raiva de ninguém e pede perdão para Deus perdoar todo mundo porque ninguém é santo. A gente não pode nem comentar que os Gurgel fica logo com raiva mas né assim não.

Marcos pinto disse...

Na semana seguinte ao covarde assassinato do líder político Francisco Pinto,foram muitos os que queriam vingança,e minha bisavó, já velhinha,afastou totalmente essa manifestação, sendo certo que até o dia da missa de sétimo dia ela seguia, de joelhos, até a Igreja-Matriz de Apodi (ela residia ao lado)pedindo justiça à DEUS, e foi atendida em suas preces. Luiz Leite, que era o homem mais rico do Apodi, quatro anos após faliu totalmente, tendo que vender todo o seu vasto patrimônio, e faleceu em Mossoró dispondo apenas de modesta casa para morar e um salário como ferroviário. Tilon Gurgel seguiu a mesma sina. Herdei de minha bisavó a ausência de rancor no coração. Apenas trouxe à tona fatos reais que foram objeto de ocultação, e que constam de documentos oficiais irrefutáveis. Se me provocarem, vou transcrever o depoimento do bandido Júlio Porto,(do bando de Lampião) que teve fuga facilitada da cadeia de Apodi (Em 1925) e que afirmou ter sido acolhido por Tilon, no seu sítio Brejo do Apodi. Tem muito mais informações oficiais. Por enquanto é só.

Anônimo disse...

Marcos Pinto está perdendo feio para Romero:
http://blogcarlossantos.com.br/massilon-e-o-odio-de-decio-holanda-contra-chico-pinto/

Marcos pinto disse...

Extraído do Blog honoriodemedeiros.blogspot.com
Edição de 18.11.2009 - O RN no tempo dos Coronéis - Parte X:
Que Lampião não sabia acerca do que se tramava pensando em usá-lo, nos deu conta Jararaca, em depoimento já transcrito, mas que vale a pena relembrar: “Lampião nunca tencionara penetrar nesse Estado porque não tinha aqui nenhum inimigo e se por acaso, para evitar qualquer encontro com forças de outros Estados, tivesse que passar por qualquer ponto do Rio Grande do Norte, o faria sem roubar ou ofender qualquer pessoa, desde que não o perseguissem.” E quanto ao Coronel Isaías Arruda? Teria sido de sua lavra o plano maquiavélico? É bem possível. Mas como toda essa história chegou a ele? Por que Isaías Arruda resolveu planejar toda a operação contra Apodi e Mossoró, e, dissimuladamente, um plano dentro do plano, contra Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes?

É agora que entra em cena o misterioso Júlio Porto. Este personagem era de Aurora, no Ceará, mesma cidade onde nascera e exercia enorme influência o Coronel Isaías Arruda. Em 1927 tem vinte e três anos de idade. Júlio Porto não era Porto. Seu verdadeiro nome era Júlio Sant’anna de Mello. O Porto viera de sua estreita ligação com Martiniano Porto. Este, por sua vez, fidalgote nas terras do Apodi, era inimigo sangue-a-fogo do Coronel Francisco Pinto. Já o conhecemos do episódio do assassinato do Coronel. Ligado por laços de interesse recíprocos, a Tylon Gurgel e Benedito Saldanha, futuro prefeito da cidade, outros fidalgotes ferrenhos opositores de Francisco Pinto. Tylon Gurgel, sogro de Décio Albuquerque, e Benedito Saldanha , protetor de Massilon Leite, que se considerava “afilhado” de seu irmão, o Coronel Quincas Saldanha.

Júlio Porto deve ter sido o elo de ligação entre os inimigos políticos de Francisco Pinto, Rodolpho Fernandes, e Isaías Arruda (quando invadiram Apodi os cangaceiros deixaram claro que iriam invadir Mossoró). Está presente em todos os momentos cruciais ligados à invasão de Apodi e Mossoró. Sendo de Aurora, Ceará, com certeza conhece José Cardoso, proprietário da Fazenda “Ipueiras”, parente do Coronel Isaías Arruda. A ele apresenta Décio Albuquerque, genro de Tylon Gurgel, por sua vez amigo de Martiniano Porto. Dissera a Décio, representante do consórcio contrário a Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes, talvez, que José Cardoso era o homem certo para se chegar ao Coronel Isaías Arruda e, através dele, a Lampião. Brejo do Cruz; Apodi; Aurora. A malha se fecha, mas se expande. Reforça-se.

O segundo indício do projeto oculto de matar Rodolpho Fernandes quando da invasão de Mossoró é que não foi o Coronel Isaías Arruda o idealizador do ataque à cidade. Ele planejou, obviamente, e deu apoio logístico, mas a idéia lhe foi trazida de fora. Décio Holanda a levou. Foi o emissário e era um dos beneficiários, na medida em que o ataque a Apodi eliminaria Francisco Pinto, seu e do seu sogro, inimigo pessoal e político.

Isaías Arruda foi convencido por Décio. Com a mentalidade rapace da qual era possuidor, percebeu que sairia ganhando de qualquer forma: aceitou planejar a empreitada, atrair Lampião, fornecer armas e munição por que nada tinha a perder. Com certeza, ao tomar conhecimento do plano dentro do plano, deve ter cobrado um “por fora”. E pôs mãos a obra. Sérgio Dantas nos conta: “Em dias de abril daquele ano , o sinistro caudilho recebera importante solicitação. Décio Holanda – destacado fazendeiro do município de Pereiro, no Ceará – pediu-lhe que colocasse a “cabroeira” particular a seu serviço, posto que planejava tomar de assalto a cidade de Apodi, no Estado vizinho.”