[leia] A palha a vassoura, do barro ao pote. Viva a Pindoba!

Pote: Símbolo da Comunidade
A comunidade de Pindoba, que fica nos limites entre Felipe Guerra e Apodi, possuía costumes artesanais temporais. Lugar de pessoas humildes e hospedeiras que, com o suor provocado pelo esforço do trabalho pesado, criaram seus filhos transmitindo-lhes seus hábitos. Os homens, fortes e dispostos, inclusive os mais jovens, enfrentavam o sol escaldante enquanto trabucavam no corte da palha de carnaúba.

As mulheres, mulatas de sorrisos exuberantes, ficavam nas capoeiras, esperando as palhas trazidas da várzea pelas carroças de boi para estendê-las ao sol, separando-se os mangarás, (olho da carnaúba) estes eram exclusivos para produção da vassoura. Minha vó sempre dizia: “vassoura boa é feita do olho”. As refeições eram feitas no campo de batalha. No almoço; feijão com toucinho de porco, arroz e cuscuz. Depois do descanso, um pedaço de rapadura preta para adoçar a língua e voltar pra luta. A habilidade dos homens, que cortavam as palhas com tabocas e foice de gume, só se comparava a rapidez e eficiência com que as mulheres apertavam as cabeças das vassouras.

Mas eles (as) me impressionavam mesmo era na produção de potes, jarros e panelas de barro (argila); aguavam o barro à tardinha para bem cedo ir pegá-lo, depois, os homens cantavam ao mesmo tempo em que pisoteavam a matéria prima até ficar pronta para ganhar forma. As mulheres, com mãos hábil produziam os utensílios que atendesse uma certa demanda. Por último, as peças eram queimadas em um forno até ficarem resistente e atingir uma cor arroxeada. Incontáveis foram às vezes que caminhões saíram da Pindoba, com destino a Mossoró, carregado de Vassouras; potes, panelas e jarros. Renda certa e importante, obtida através do próprio esforço.

Hoje, essas atividades existem em pequena escala, panelas e potes quase não se produzem, foram substituídos pela geladeira e pela panela de pressão. Naquela época não existia as esmolas dos programas do Governo Federal, que além de deixar o pobre acomodado é um prato cheio para os agiotas da região. O povo da Pindoba, é a prova viva de que o pobre não precisa de esmola e sim, de trabalho, ou seja, ao pobre a linha ao invés do peixe. Viva a Pindoba! 

Nota do Blog: Este texto foi escrito pelo universitário e colunista do Site Santana Notícia, Gleicigene Bezerra, que além de não residir na comunidade de Pindoba, conhece muito bem a História desse Povo, que por muitos anos trabalharam, extraindo da terra, o barro, palhas de vassoura e Carnaúbas, que sempre garantiu a sobrevivência econômica de suas famílias, como também de suas tradições. Sou testemunho dessa história, que quando ainda criança, acompanhava minha mãe juntamente com minhas tias e outros parentesco, no seu dia a dia de trabalho, caminhando a pé aos "Barreiros", para extrair o barro, e as vezes a merenda já preparado era servido ali mesmo. Apesar do Avanço da Tecnologia e o crescimento das vendas de Geladeiras, Panelas feito a alumínio, ainda é produzido potes, panelas e etc, de Barro, pois muitas pessoas compra para decoração e por ser um símbolo das maiores expressões da cultura popular Brasileira. Parabéns Gleicigene pelo excelente texto verdadeiro!

5 comentários:

Anônimo disse...

fronteiras e de pais divisa de estados e limites de municipios

Anônimo disse...

"Fronteiras são de países, divisas de Estados e limites de Municípios". Como ninguém sabe tudo, amigo do primeiro comentário, seu comentário está cheio de erros de Português.Identifiquei cinco numa pequena frase com períodos e orações sem concordância.

Anônimo disse...

como você mesmo disse ninguém sabe tudo, você sabe português eu geografia.

Anônimo disse...

Muito boa materia!

Anônimo disse...

Aposto que esse cara vai deixar de escrever para o santananoticias só por que demitiram o primo dele. Mas ele sabe escrever e conhece muito da historia da FG.

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