[leia] Kakay, advogado da Telexfree, diz que origem da acusação não foi a atividade da empresa.

A Telexfree, empresa acusada da prática de pirâmide financeira, contratou o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. O advogado está promovendo investigações por conta própria e espera um parecer da Ernst & Young sobre a atuação da empresa para formar sua defesa.

À Folha ele diz que já conseguiu levantar informações suficientes para comprovar que a atuação da empresa não representa crime contra a economia popular, argumento utilizado pelo Ministério Público para bloquear as contas da empresa.

"A ação nasceu de uma queixa contra um dos diretores da empresa, mas o delegado que estava cuidando do caso apenas investigava a atuação desse diretor. Até então, não havia qualquer ação ou reclamação contra a empresa", afirma.

O advogado é reconhecido por atuar em casos de exposição nacional, como na defesa do ex-senador Demóstenes Torres, que teve o mandato cassado por envolvimento com Carlinhos Cachoeira, e do publicitário Duda Mendonça, no caso do mensalão.

Kakay disse que o coproprietário da empresa, Carlos Wanzeler, veio ao Brasil "com medo", está no Espírito Santo e não deve ser considerado foragido. Em abril, autoridades dos Estados Unidos congelaram milhões de dólares em bens e entraram com uma ação contra a TelexFree. Wanzeler e seu sócio, James Merrill, são acusados de conspiração para cometer fraude eletrônica.Merrill foi preso nos EUA no dia 9 de maio. Já Wanzeler é considerado um fugitivo pelo Departamento de Justiça americano.
Informações do Folha

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