Há 20 anos, Brasil perdia a alegria de Mussum.

Nesta terça-feira (29), faz vinte anos que o Brasil perdeu um dos seus mais queridos humoristas. Em 29 de julho de 1994, falecia Antônio Carlos Bernardes Gomes, ou simplesmente Mussum. Por mais de vinte anos - ao lado de Renato Aragão (o Didi), Dedé Santana e Zacarias - Mussum trouxe risadas para todo país. O personagem ficou famoso por seus bordões e linguajar próprio: "cacildis, forévis, mé" caíram fácil no gosto popular.

O carioca Antônio Carlos nasceu em 1941 no Morro da Cachoeirinha, na zona norte do Rio de Janeiro. Filho de uma empregada doméstica, passou parte da sua infância em um colégio interno, onde se profissionalizou como mecânico. A juventude foi nos quartéis, por oito anos como recruta da Aeronáutica. Veja 6 curiosidades sobre Mussum:

Gostava mesmo é de cerveja

Quem pensa que Mussum era fã de cachaça, de “mé”, está enganado. “Suco de cevadis é leite divinis” para o personagem e para Antônio Carlos também. Ele gostava mesmo é de cerveja. Não à toa, um de seus filhos, Sandro Gomes, 37 anos, lançou a cerveja Biritis ano passado e uma cervejaria em homenagem ao pai. “Meu pai era amante da cerveja. O personagem dele era muito ligado ao "mé", que ele também tomava, mas ele gostava mesmo era de cerveja. Ele era um grande apreciador”

Já foi elogiado por Ariano Suassuna

No cinema, ao interpretar o papel de Jesus Cristo no filme “Os Trapalhões no Auto da Compadecida”, de 1987, grande sucesso do grupo humorístico na época, foi elogiado pelo autor Ariano Suassuna, morto no último dia 23 de julho: “Mussum interpreta Cristo muito bem e às vezes parece excessivamente severo”, segundo informações do jornal Extra, do Rio.

Era músico, e um apaixonado pelo samba

Mussum era Antônio Carlos durante o dia e “Carlinhos do reco-reco” à noite, já que fazia parte do lendário grupo “Os Originais do Samba”. De dia era um homem sério, que estudava e ralou para chegar a cabo da Aeronáutica. À noite, ele se rendia ao samba. “A diferença nossa é que nós tínhamos muita coreografia, muito passo, samba no pé”, contou Bigode, integrante do ‘Os Originais do Samba’, à Rede Globo.

Foi apelidado de ‘Mussum’ por Grande Otelo

Junto com “Os Originais do samba”, Antônio Carlos rodou o mundo. Antes de se tornar Mussum, já dava amostras de seu carisma e foi em um programa de TV, com Grande Otelo, que o apelido emblemático surgiu. Com medo de aparecer, ele ficava escondido nos bastidores e virou piada. Aí, então, ganhou o apelido de Mussum, que é um peixe preto e escorregadio, ao vivo, quando Grande Otelo chamou sua atenção em tom de brincadeira.

Era um homem refinado

Diferente da ‘simplicidade’ que exibia na TV, Antônio Carlos não era arrogante, mas tinha um gosto refinado: gostava de ouvir jazz, fumava charutos importados e bebia whisky. O Mussum da vida real era um homem malandro, bom de copo, mas que também defendida a família e seus valores. Infelizmente, em 1994 vieram os problemas de saúde. Ele chegou a passar por um transplante de coração, mas não resistiu e morreu em 1994.

Os “is” foram uma criação de Chico Anysio

Nos tempos áureos do humor na TV Globo, Chico Anysio teve a ideia de reviver na TV um antigo quadro de rádio chamado “A Escolinha do Professor Raimundo” e foi atrás de novos personagens e atores. Convidado por Chico, Antonio Carlos demorou a aceitar, mas tomou coragem. Segundo Juliano Barreto, na biografia Mussum Forevis (Editora Leya), Chico disse: “Olha, crioulo, você tem três expressões para ganhar a vida: tranquilis, como di factis e não tem problemis. Esse vai ser o seu ganha pão”. E aí em diante os “is” de Mussum ganharam vida e personalidade.
Foto: Google/Informações: EBC

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