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Coluna Artigo & Opinião por Gleicigene Bezerra: ''Eles querem o Peixe ao Invés da Linha ".

gleicigene@gmail.com
Há trinta anos ou coisa parecida, a comunidade de Santana NÃO recebe uma obra pública. O executivo Caraubense há décadas vem alegando que a Santana politicamente não lhe pertence, enquanto o executivo Felipense aduzia que geograficamente a Santana é território Caraubense e assim sendo não podiam fazer nada. Essa novela teve seu capítulo final quando o prefeito Haroldo Ferreira assumiu o executivo Felipense. Ao final do seu mandato serão investidos algo em torno de meio milhão de reais em obras na construção de uma UBS. Porém, como filho dessa terra, admito que politicamente esteja muito atrasada. Ao invés de unirem-se em prol de benefícios para comunidade, os Santanenses se dividem. 

Um sujeito que se denomina Bacurau chegou ao ápice da loucura política ao dizer: “O que vale é fazer para mim, podem fazer UBS e até calçar as ruas com pedras preciosas, para mim isso não conta”. A Santana é motivo de piada simplesmente porque quase todo mundo lá, quer ser um líder político, quando na verdade querem se valorizar e adquirirem algo em benefício próprio. 'Na Santana tem mais cacique do que índio' – disse um Facebookiano. 

Gostaria muito de poder melodiar como Arlindo Cruz na música em homenagem ao seu lugar, Madureira-RJ. “O Meu Lugar, é cercado de luta e suor e esperança num mundo melhor”. Infelizmente as esperanças são poucas. Uma nova visão política poderia ter sido absorvida e implantada pelos mais jovens, mas estes ficaram contaminados pela paixão partidária transmitida pelos pais. As decisões que fazem diferença na vida dos homens são exatamente as decisões políticas, mas alguns Santanenses que são oposição preferem ignora-las e torcem para que na atual gestão as ações desandem. 

Quanto ao prefeito Haroldo Ferreira, obterá somente a satisfação e o prazer em dizer que na sua gestão fez pela Santana o que os gestores do passado não fizeram. Isso é verdade, mas é verdade também e eu não estou enganado, que o prefeito Haroldo Ferreira, embora esteja cumprindo com sua parte, que é administrar para todos, não ganhará nenhum voto na Santana por fazer tal obra. 

Alguns Santanenses preferem o peixe na mesa ao invés da linha para pescar, isso é fruto de administrações passadas que lhes acostumaram com migalhas e com o assistencialismo barato que envenenou a comunidade tirando-a inclusive a capacidade de pensar em melhores condições de vida e tornando-a portadora de um individualismo azedado que leva coletivamente aquela gente para o fundo do poço. Sei que o prefeito não desistirá da Santana, porém conquistar adeptos lá não será tarefa fácil. Infelizmente é essa a verdade. Um povo que só olha para o umbigo e infeccionado politicamente jamais saberá julgar um gestor por obras públicas ou por administrar com responsabilidade.

RÁPIDAS

Um Felipense analfabeto, disse algo que partiu do seu senso comum e precisa ser levado em conta, abre aspa. “Se obra pública ganhasse voto o calçamento do corredor do Brejo teria sido feito há décadas”. Fecha aspa. Conclusão: não precisa-se de um diploma superior para se ter uma visão de mundo.

Aqueles que gostam de falar em perseguição política devo-lhes refrescar a mente com dois casos somente; primeiro foi à transferência da senhora Mirilene, que em épocas difíceis fora transferida para trabalhar na comunidade de Arapuá. O segundo caso foi da Santanense Cimeira, esposa do meu primo Fabio Brito, o popular Gaiola, simplesmente lhe disseram; você não acompanha o prefeito, então está demitida, procure seus direitos. Hoje, se uma simples transferência for feita dizem que é perseguição. É mole?

As denúncias feitas a Policia Federal sobre a superlotação nos ônibus que transportam os universitários Apodienses estão saindo das ideias em busca de soluções e dando lugar as agressões físicas. Por lá a politicagem dar no meio da canela.

Um policial federal relatou em alto e bom som aos universitários Felipenses, que somente de Felipe Guerra haviam sido 38 ligações denunciando suposta superlotação nos ônibus universitários. Felipe Guerra não perde em nada para Apodi quando o assunto é politicagem.

Por solicitação do Vereador Ronaldo Pascoal ao executivo Felipense, a Secretaria de Obras e Infraestrutura fará o trabalho de recuperação do poço da comunidade de Boqueirão, que está desativado desde as gestões passadas. Boa Vereador!

Há dois anos, a cidade de Felipe Guerra vivia o seu maior escândalo de corrupção político que ficou conhecido domo “Ave de Rapina”. O episódio ainda continua na memória dos Felipenses. E onde está o dinheiro? O gato comeu e ninguém viu, o gato fugiu, foi pro estrangeiro onde está o dinheiro...

Justiça foi feita e o Vereador Salomão Gomes, se reelegeu para seu segundo mandato como presidente da Câmara dos Vereadores de Felipe Guerra. Detalhe, até os Vereadores de oposição se renderam ao excelente trabalho do nobre Vereador. Merecido! 

Alguns funcionários públicos do município de Felipe Guerra, ainda continuam mal acostumados e por razões desconhecidas não cumpre com suas obrigações, uma delas é cumprir fielmente a carga horária. Mas querem receber em dia e sem desconto. Se o prefeito faz sua parte pagando em dia, cabe ao quadro fazer sua. 

Quem também ler essas linhas aos domingos é o Flamenguista Jailson Meneses, do Sítio Brejo. Obrigado pela leitura amigo e que o nosso Mengão volte a nos dar alegria.

Família Felipense, felicidades sempre.
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