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Novo impasse entre Profissionais da Educação e Governo Municipal poderá prejudicar ano letivo em Felipe Guerra.

Por Erinaldo Silva
Segundo noticiou na tarde deste domingo, o Diretor Estadual de Formação Educacional do SINTE/RN, Professor Alcivan Medeiros, através da sua time line na rede social Facebook, depois de Assembléia realizada pela classe dos Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Ensino de Felipe Guerra, estes decidiram, alegando falta de pagamento, que estarão paralisando amanhã, 08 de dezembro, todas as atividades educacionais da referida rede de ensino no município. Alcivan anunciou ainda, que tais atividades somente serão retomadas após o Governo Municipal efetuar o pagamento. 

No início da noite de hoje, fizemos contato com o Professor Alcivan Medeiros, afim de obter maiores informações, para assim tecermos opinião. Na ocasião o Professor reafirmou a paralisação que dar-se-a a partir de amanhã, e deu outras declarações contra o Governo Municipal de Felipe Guerra. 

Alcivan declarou que "todos os direitos" adquiridos pela classe dos Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Ensino de Felipe Guerra, estariam sendo "desrespeitados". Segundo o Professor, mensalmente o Governo Municipal estaria atrasando o pagamento da classe, e que no mês de outubro, o atraso foi além do dia 10. Ainda segundo o Professor, direitos como férias, mudanças de referências e de níveis, estariam sendo negados pelo Governo Municipal. Ao final da conversa Alcivan declarou também que "os problemas estariam se acumulando", e que infelizmente os Profissionais da Educação de Felipe Guerra, continuam "órfãos" no que diz respeito a Secretária Municipal de Educação. 

Opinião do Blog: 

Desde o ano 2009 quando este espaço foi criado, época do então prefeito Braz Costa (PMDB), muitas e muitas vezes encampamos lutas ao lado da classe dos Profissionais da Educação de Felipe Guerra, em defesa dos seus direitos adquiridos. Desta forma este espaço sente-se no direito de tecer uma opinião imparcial, diante deste novo impasse entre a referida classe e o Governo Municipal de Felipe Guerra.

Este espaço cujo o editor é declaradamente opositor ao atual Governo Municipal, vem dizer que lamenta a insensibilidade da classe dos Profissionais da Rede Municipal de Ensino de Felipe Guerra, diante da realidade econômica do nosso município. 

Nesta situação específica não precisamos se quer ouvir a versão do Governo Municipal, para aqui destacar uma realidade à qual é do conhecimento de toda sociedade felipense, especialmente da classe dos Profissionais da Educação deste município e do Governo Municipal.

Obviamente receber em dia seus vencimentos, é direito não apenas dos nossos profissionais da educação, mas de todos os demais servidores públicos deste município. Porém o que está em jogo neste momento de dificuldade econômica, o qual não apenas o município de Felipe Guerra enfrenta, mas também o Rio Grande do Norte e o Brasil, é a governabilidade, com prioridades direcionadas a manutenção dos serviços básicos essenciais, os quais vão além da Educação, e que também são direitos conferidos a população. 

Quando este espaço diz que a classe dos Profissionais da Educação estão agindo com insensibilidade, é porque conhecemos os por menores que envolvem as situações de impasse, os quais ocorrem entre esta classe e o Governo Municipal. 

Há vários meses este espaço vem acompanhando o dilema vivenciado pelo município de Felipe Guerra, no que diz respeito ao pagamento da folha dos Servidores Públicos da Educação deste município, a qual tem comprometido severamente as finanças, deixando Felipe Guerra praticamente ingovernável.

É sabido por todos que em 2013 o Governo Municipal teve que retirar de outras receitas, mais de R$ 1,7 milhão, para complementar e fechar a folha de pagamento dos Servidores da Educação Pública Municipal. Situação esta que se repete neste ano, e que vem comprometendo ainda mais as finanças deste município.

É sabido por todos que o município de Felipe Guerra, proporcionalmente falando, paga um dos melhores salários da Educação Pública Municipal do Rio Grande do Norte. A média dos salários dos professores (em meio de carreira) da Rede Pública Municipal de Ensino de Felipe Guerra, é de quase R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Enquanto a média dos salários dos professores da Rede Pública Estadual de Ensino (em fim de carreira) é de apenas R$ 2.500,00. 

É do conhecimento de todos que o município de Felipe Guerra possui cerca de 15 professores aptos a requererem aposentadoria junto ao INSS, mas que estão fugindo do Fator Previdenciário, prejudicando o município, quando já não possuem se quer as condições para continuar lecionando, mesmo assim permanecem nas salas de aula, demandando ao município, salários superiores a R$ 4 mil reais mensais. Se requeressem aposentadoria, perderiam praticamente a metade. 

Os profissionais de educação já anunciaram mais uma suspensão das atividades educacionais. Com isso quem será prejudicado? Eles ou o meu filho de 12 anos de idade, que estudou durante todo esse dia de domingo, confiando que realizaria prova amanhã? 

A alegação é salários atrasados? Certo, mas quantos meses? Porque o que apuramos é que, considerando os 5 dias de carência conferidos ao Governo Municipal, bem como considerando o final de semana o qual vivenciamos, praticamente ainda não há atraso. 

Fomos mais além e verificamos as informações de transparência, onde constatamos que no mês de novembro o FUNDEB repassou ao município de Felipe Guerra, pouco mais de R$ 86 mil reais. Quando é sabido que o pagamento tão somente dos 60%, demandam mensalmente ao município de Felipe Guerra mais de R$ 190 mil reais líquidos, sem contar os repasses referentes as contribuições, os quais ficam como dever do município.  

Outra alegação vem a ser a de que, direitos estariam sendo negados a classe dos Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Ensino de Felipe Guerra. Pois bem. Quanto a isso cabe aqui mais algumas observações. 

Alguns desses direitos reivindicados vem a ser mudanças de referências, de níveis, o que chamam de vertical/horizontal. Neste momento se acentua ainda mais a insensibilidade da nossa classe dos Profissionais da Educação. Não satisfeitos com o fato de estarem entre os melhores remunerados do Estado, fingem não entender que, não apenas o município de Felipe Guerra, mas o Rio Grande do Norte e o Brasil, vivem uma crise econômica, enquanto estes "esfolam" o Governo Municipal, por mais direitos, os quais na prática, representam reajustes salariais, na ordem de mais de R$ 1.100,00 por cada professor. Quem pagaria essa conta? Aliás, como pagaríamos?

Diante do exposto, com tantos pontos fundamentais observados, não há como não lamentarmos a insensibilidade da nossa classe dos Profissionais da Educação. 

O fato é que não apenas esta classe específica goza de direitos na nossa sociedade e a governabilidade e outros serviços básicos essenciais, precisam ser mantidos. 

Foto: Pindoba Notícia/Fonte: Blog do Erinaldo Silva
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