Sobre à não realização do Carnaval gratuito em Felipe Guerra.


Por Erinaldo Silva

carnaval 2015



Na véspera da festa de momo, em Felipe Guerra, assistimos nas redes sociais algumas manifestações de minorias (notadamente movidas pela politicagem de sempre) que expressaram indignação pelo fato do poder público municipal ter optado por não realizar o tradicional carnaval gratuito. Em tempo, como acontecia em gestões passadas, onde o "gestor" chegava a atrasar até 6 meses o pagamento do funcionalismo público, para manter a tradição, que funcionava como distração diante do caos administrativo que vivenciava o município naquela época.

Na mentalidade de cidadãos e cidadãs conscientes, é evidente que em um momento como esse, farra custeada com dinheiro público é algo a ser repudiado e não reivindicado, haja visto a crise generalizada que assola todo o país. Porém muitos aqui ainda não perderam os mãos costumes.

É lamentável vermos como a politicagem torna egoísta as pessoas de mente fraca. Vale lembrar que nos últimos dois anos, o mesmo governo municipal que optou por não realizar o carnaval gratuito, promoveu os maiores Réveillons da história dessa cidade, bem como as maiores festas de emancipação política. Porém não visualizamos, em nenhuma daquelas ocasiões, qualquer elogio ou outro ato de reconhecimento, da parte da minoria que, nas redes sociais, se indignou e reivindicou carnaval gratuito este ano. Simplesmente porque no campo da politicagem elogiar não convêm, só há lugar para as críticas, mesmo que sejam elas insanas.

A não realização do carnaval gratuito, pelo poder público municipal felipense, deve ser visto como uma decisão responsável, de um governo que veio para fazer diferente daquilo que tivemos o desprazer de assistir, em um passado não muito distante, o qual jamais queremos reviver, porque o amor que nós cidadãos de bem e conscientes temos por nossa terrinha, é muito maior que um amor de carnaval.

Sabemos que diante da crise a qual vivencia o Brasil, até mesmo os gestores das grandes cidades potiguares, as quais tradicionalmente realizam os maiores carnavais do Rio Grande do Norte, pensaram duas vezes, antes de destinar dinheiro público para a folia.

No caso da nossa Felipe Guerra, qual retorno obteríamos, em termos de economia, tentando concorrer com o carnaval da vizinha Apodi? Felipe Guerra é uma cidade a qual foi devastada ao longo de décadas de gestões desastrosas, e nos últimos anos vem sendo reconstruída pela nova gestão. Por isso é preciso entendermos que há prioridades muito superiores a realização de um carnaval.

Outro ponto o qual quero aqui observar é que, diferente de épocas passadas, neste ano de 2015 todo aquele cidadão e cidadã, os quais são servidores da municipalidade, tiveram a dignidade de se programaram e curtirem o carnaval, seja de iniciativa pública ou privada, com dinheiro no bolso, pois seus salários estão devidamente em dia. O gestor municipal injetou, na véspera do carnaval, mais de R$ 1,3 milhão de reais na economia do município. Mas isso a minoria finge não ter conhecimento, ou tenta fazer com que pareça insignificante.


Um comentário:

Lucena disse...

O momento não é de se fazer carnaval com o dinheiro público, mas fazer outros benefícios como casas, calçamentos, pontes, quadras de esportes, obras essenciais para a população e que há anos deixaram de ser feitas. Diria eu que o carnaval de Haroldo irá começar agora, sem gastos desnecessários e com benfeitorias para o povo...!

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