Artigo de Opinião - Política em cidade pequena chama-se Guerra.

17800Caros leitores, há bastante tempo não compartilhei artigos de opiniões, porque os deveres acadêmico do dia a dia, me chama. Mas nesse artigo de opinião especial dessa semana, quero convidar a todos refletirem comigo sobre a política nas pequenas cidades. Talvez vocês tenham imaginado a nossa cidade de Felipe Guerra, mais é válido para todas cidades pequenas no Brasil.


Antes que recebamos algum tipo de “rótulo preconceituoso” é importante afirmarmos que o conceito de pequeno e grande é muito relativo. Uma sala vazia parecerá enorme para uma formiga enquanto que para um elefante será um espaço restrito. Por isso não há nada de pejorativo ao escrevermos “pequenas cidades”, que significa apenas que têm menos habitantes ou menor número de eleitores em relação a outras.


Podemos analisar que nessas cidades na maioria das vezes o comportamento dos eleitores e dos políticos tem algumas particularidades, ou seja, há uma cultura que merece alguns destaque nesse espaço. Na verdade, analisamos que há uma tendência em divisão da cidade em dois grupos, às vezes há até certo tipo de bipartidarismo, por mais que seja temporário. Isso é extremamente prejudicial para a cidade.


Sabemos que temos muitos leitores desse site, que reside nas grandes cidades, e por isso, é bom lembrar que o desempenho pessoal do candidato, o corpo-a-corpo, nesse ambiente é muito importante, mais do que qualquer outra coisa. Normalmente nesses locais há a predominância do Voto Político, àquele em que o principal fator influenciador é a ação direta do candidato com o eleitor.


Um exemplo é que o candidato pede pessoalmente o voto, vai casa do eleitor ou o encontra pelas ruas da cidade ou em reuniões. Muitas vezes os próprios leitores são culpados pelas ações ilícitas dos políticos, como por exemplo, o ato de cobrar algo em troca do voto, o que retira os direitos dos eleitores de ter a moral para cobrar por melhor qualidade de serviços públicos. Em cidades pequenas esse fator motivador chega a representar a maioria dos votos. Portanto há uma predominância do Voto Político sobre os outros dois tipos, que são o Voto Ideológico e o Voto Eleitoral.


Há uma tendência em divisão da cidade em dois grupos, pois são peculiares ações movidas pelo fanatismo, sim, o mesmo fanatismo das religiões ou do futebol. A própria palavra em si já nos remete a uma reflexão mais profunda. Originada do francês “fanatisme”, tem entre seus significados: fervor excessivo, irracional e persistente sobre qualquer tema. Isso fica tão evidente em alguns casos, que as pessoas criticam ações administrativas que as beneficiam pelo simples fato de terem sido feitas por alguém do grupo oposto. O que resulta no lenga-lenga e discórdias entre amigos.


Segundo as análises de psicólogo isso é atribuído a um processo de estreiteza mental, da qual o fanático é acometido, ele perde o discernimento para enxergar o que é benéfico e maléfico. Ele se apega tão desmensuradamente às pessoas ou idéias do grupo político dele que passa isso até para as crianças e adolescentes, que nem são eleitores ainda, é “contagioso”.


Para o eleitor é importante se eximir de conceitos, que ele não sabe de onde vêm, para decidir pelo que é melhor para a cidade na qual ele está inserido. Para que as coisas mudem, ou para que continuem, se estão indo bem, é muito importante observar de maneira criteriosa o perfil do candidato e do gestor público.


Saiba que fatores como índole, família, envolvimento com a comunidade, participação em ações sociais, ações concretas realizadas têm alta representatividade para os candidatos das cidades grandes onde há muitas pessoas. Tanto candidatos a Prefeito ou Vereador devem ter estratégias bem definidas e noções das necessidades da população para fazerem valer os trabalhos de campanha pelo Voto Ideológico. O desempenho depende disso. Se você acha essa análise sem noção e não se encaixa na sua cidade é porque a cidade é pequena.


É notório que o progresso é movimento, marcha para frente, avanço, evolução. Nosso progresso pessoal e o da nossa cidade estão absolutamente indissociáveis. O caminhar pela vida nesse intuito criará o progresso de nossa cidade e do nosso país, independentemente de política. Se cada um fizer sua parte, o progresso de todos será muito mais rápido e evidente.


Antes da política, o homem precisa entender que pequenas atitudes são importantes. Tente progredir e ganhar conhecimentos nas universidades ou não, ajude seu colega a progredir, incentive seu funcionário - inclusive com um salário digno - a trabalhar mais e melhor, esforce-se para que a firma que o emprega aumente seu padrão de qualidade e de ganhos. Ao fazê-lo, você estará progredindo junto e não precisará disserminar ódio entre as pessoas por motivos politiqueiros.


O problema é que muitas pessoas não conseguem compreender a profundidade desse pensamento. Seu egoísmo e suas pequenas vaidades falam mais alto. Para estes já não importa o progresso coletivo. Só o seu ilusório, momentâneo e mesquinho progresso é que importam. Então, obliteram qualquer nova ideia, obscurecem qualquer voz dissonante, calam e punem qualquer um que discorde de sua forma errônea de progredir. Voltaire disse: “Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las.” Este era um grande homem. Os pequenos dizem: concordo plenamente com tudo que dizes, mas farei o que puder para tapar a tua boca.


Por mais difícil que seja a situação, jamais devemos nos curvar. Lutemos sempre, com ética, sabedoria e trabalho independente. Se não conseguirmos assim o tão sonhado progresso comum na política, pelo menos estaremos muito próximos do pessoal. Pois uma consciência tranquila e a satisfação do dever cumprido, também tem o seu valor e deixará você menos preocupado com a politicagem que assola principalmente as pequenas cidades.


Esse artigo é de opinião. Se você discorda dele, deixe o seu comentário construtivo. Tenha um excelente final de Semana a todos!

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