Aumento das taxas de energia não é uma tendência, diz secretário.

Secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata fala em situação passageira e promete investimentos em novas matrizes energéticas.maxresdefaultO não-aumento da tarifa de energia foi uma das bandeiras de campanha de Dilma Rousseff durante a disputa pela reeleição no ano passado. Desde janeiro deste ano, entretanto, o consumidor recebe a conta de luz mais cara, graças ao alto custo da produção elétrica no País. Para o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, a situação é passageira.


Durante o evento em São Paulo nessa semana, Barata prometeu produção de energia por meio de novas matrizes, que devem baratear o custo, também para o consumidor.


Barata negou que a decisão de reduzir a tarifa fosse um erro estratégico. Segundo ele, havia um "desejo real" do governo pela diminuição dos preços, mas as condições climáticas não favoreceram, por terem ido "na contramão dos movimentos de redução da tarifa". "Até a última década, acreditava-se que a matriz energética do País era apenas de origem hidrelétrica. Porém, com as alterações climáticas vividas principalmente a partir de 2013, passou-se a produzir energia prioritariamente de maneira térmica de alto custo, por meio de petróleo e óleo diesel”, destacou. Segundo o secretário, como a necessidade deste tipo de energia deve continuar por algum tempo, o governo fará leilões para contratar energia térmica mais barata, como gás e carvão.


Além de buscar opções térmicas mais em conta, o governo deve procurar alternativas em termos de matriz energética. “Nos últimos anos, o clima não tem ajudado e é preciso desenvolver outras formas de suprir o setor nos próximos anos”, disse. Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ, concorda. Para ele, o foco do governo deve ser no aumento de investimentos e na busca por fontes alternativas de energia. “Temos os modelos eólico e solar como possibilidades, o bagaço da cana, além do lixo urbano, comumente direcionados aos aterros", diz. "Se hoje ele é um problema, o seu uso para fonte de energia é a solução, como ocorre em países como Japão e Estados Unidos.”


Leia mais...

Aumento das taxas de energia não é uma tendência, diz secretário. Aumento das taxas de energia não é uma tendência, diz secretário. Reviewed by Blog Foco Notícia on 16:10 Rating: 5

Nenhum comentário