'A visão do Elefante' - Por Dr. Canindé de Freitas

Corria o ano de 1963 quando a lei de n° 2.926 desmembrou definitivamente o povoado de Pedra de Abelha do município de Apodi e o transformou em município de Felipe Guerra. Pouquíssimas cidades têm a honra de carregar um nome com tamanha envergadura na política sociológica.

Mesmo nascido em pleno sertão, Felipe Guerra foi educado em Ouro Preto, Minas gerais, onde virou um erudito por excelência. Todavia, a perda de irmãos, que faziam faculdades em São Paulo e no Rio de Janeiro, já tendo perdido o primogênito, que também fazia academia, forçou o pai de Felipe Guerra e ele a virem soprar a “onda de azar” na divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte. Eles chegaram em plena seca de 1885 e isso o fez vivenciar um sofrimento e experimentar o sentimento de medo. Mas esse contato, uns sofridos de se verem uns aos outros, o fez observar a índole forte e bondosa do povo e conhecer suas aptidões para aprender a viver em sociedade. Ele viu, naquela rusticidade, fibra e energia para vencer as adversidades que o sertão impunha.

Foi essas observações e sentimentos que converteram Felipe Guerra a um arauto defensor e admirador do sertanejo. Isso é extraído de diversos pensamento registrados pelo visionário Felipe Guerra: “Se um povo ao abandono era capaz de tal resistência, se um povo completamente inculto era capaz de aninhar ideias de progresso material e de elevação moral, se esse povo em vez de barbarizar-se, procurava quase instintivamente melhorar, de que não seria capaz quando a sua cultura o tornasse apto a pensar conscientemente e a agir com a inteligência esclarecida?” Quando vocês passarem por um açude ou barragem lembrem de Felipe Guerra.

A técnica da açudagem no Nordeste é um dos reflexos do pensamento disseminado por esse grande homem. Na manhã do primeiro dia de julho de 2015 uma comitiva vinda de Fortaleza, a convite do prefeito Haroldo Ferreira, aguçou a pequena população da comunidade de Boqueirão. Ali o prefeito apresentava a sociedade felipense o início de um projeto que pretende mudar a realidade econômica de uma região com grandes reservas de rochas calcárias. Assim como Felipe Guerra, o prefeito Haroldo Ferreira compreende que os programas de desenvolvimento econômicos, de cada região, deve ir ao encontro de suas potencialidades. Esse é o grande ensinamento que o prefeito está implantando: ensinar a população a agregar valor a suas rochas calcárias fabricando, inicialmente, mosaicos e ladrilhos cuja matéria prima o município possui em abundância. Felipe Guerra foi agraciada com uma verdadeira dádiva, em forma de reservas minerais.

O mundo rico quer comprar esses produtos, de alta qualidade, que possuem, como base de produção, uma mão de obra artesanal. Dessa forma o prefeito mostra que é idealizando e caminhando entra a população que se governa. Pulos e malabarismo administrativos não levam o município a nenhum lugar. “É necessário pensar de uma nova forma se queremos mudar. É necessário desenvolvermos um projeto consistente de desenvolvimento em longo prazo. É necessário chamar a responsabilidade. É necessário enfrentar e colocar o município numa rota real. Estou pronto para liderar esse projeto a um nível que ultrapassa os limites do nosso município. É necessário ousar,” diz o prefeito.

Para isso o prefeito montou uma equipe integrada a desenvolver essa visão e uma base de vereadores que votam com agilidade os projetos relativos ao desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Somando se a isso, pouquíssimos prefeitos tem o privilégio de contar com um filósofo como assessor direto. Foi Luiz Agnaldo que manteve viva a chama de Haroldo Ferreira quando oposição e enxergar seus atributos como um excelente gestor. Foi dele a ideia, entre outras, de levar para o Boqueirão a fábrica de mosaicos, na falta de um local provisório na cidade. Contudo, a fábrica da Métis Indústria Ltda será construída definitivamente em um terreno que o prefeito prometeu doar na cidade.

Todavia, a visão do prefeito não se limita ao que foi dito. Podemos adiantar que a municipalidade da cidade de Felipe Guerra, com mais de duzentas cavernas, está desenvolvendo um projeto para explorar, de forma sustentável, o turismo desse setor. O projeto Rota das Cavernas está sendo planejado e vai além das cavernas. A busca por empresários do setor hoteleiro e o treinamento de empresários, que receberão os mirantes, que fazem parte dessa rota, são algumas das variáveis que condicionam as dificuldades que o município enfrenta para que o projeto não traga uma experiência negativa ao turista.

São esses detalhes na infraestrutura que dessa rota que possibilitará que o projeto seja exitoso. Com um passo mais largo, o prefeito convidou os prefeitos de Afonso Bezerra, Jackson Bezerra, e o de Paraú, Antônio de Narciso, o deputado Souza e a senadora Fátima Bezerra para apresentar os propósitos desse projeto ao governador Robinson Faria como projeto piloto para ser replicado numa escala estadual. O ofício está protocolado junto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado onde o secretário, engenheiro Paulo Roberto Cordeiro, aos poucos irá se integrar ao projeto e executar o maior projeto econômico já realizado no estado do Rio Grande do norte.

As expectativas são as mais positivas possíveis e o entusiasmo do prefeito e da população é sentido, de forma imaginária em uma só voz: venham homens de fé e de coragem. É com esse sentimento que a pequena comunidade do Boqueirão e a cidade recebem os engenheiros de minas Hélder Perazzo, o engenheiro civil Francisco Adeodato e o geólogo Gabriell Lessa, desbravadores do setor de rochas ornamentais no estado. Se o Rio Grande do Norte é cartografado em forma de elefante podemos dizer que Felipe Guerra representa o olho. É com essa visão que o prefeito Haroldo Ferreira vem caminhando, se firmando como líder regional e como o maior prefeito da história de Felipe Guerra.

Por Dr. Canindé de Freitas. É Advogado e Sec. Interino de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos De Felipe Guerra – RN.

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