Número de refeições diárias para os moradores da Casa do Estudante diminui

A Casa do Estudante de Mossoró continua passando por dificuldades. Segundo o diretor administrativo, Valdemar José Filho, desde o início do ano os estudantes estão contando com ajuda da sociedade mossoroense e de cidades vizinhas para manter as refeições dos moradores. Das quatro refeições distribuídas diariamente, o número baixou para apenas uma.

“O Estado criou o TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – para atender a Casa masculina e feminina de Natal pelo Barriga Cheia, mesmo assim não deu certo. Aqui em Mossoró entramos com uma ação na Promotoria para o Estado retornar a fornecer a alimentação, mas também não deu certo. Graças a Deus a sociedade continua contribuindo”, diz Valdemar.

No momento vivem na Casa do Estudante cerca de 70 jovens. “O número é esse por causa da greve da Uern e da Ufersa”, destaca o diretor.

Em junho desse ano, por atraso de salário, a Casa poderia ficar sem a única cozinheira que faz as refeições para os estudantes, mas, segundo Valdemar, foi feita um acordo com a profissional e, através de uma campanha interna, foi alcançado o dinheiro para pagar dois meses de salário à funcionária. Por mês, são gastos em torno de R$ 1.500,00 para pagar a cozinheiro, incluindo salário, FGTS e INSS.

Os estudantes que vivem na Casa pagam apenas uma mensalidade simbólica de R$ 40,00 para ajudar nos custos. A maior parte dos jovens é das cidades de Messias Targino, Frutuoso Gomes e Antônio Martins. Há ainda rapazes de municípios como Apodi e Felipe Guerra.

A situação da unidade de Mossoró é a mesma de outras Casas do Estudante no Estado. Praticamente todas elas passam pelo mesmo problema e algumas já chegaram a fechar, como a de Jucurutu.

A Casa do Estudante sempre passou por dificuldades, em outros anos chegou até a receber ajuda da Prefeitura, mas de acordo com o diretor administrativo, está mais difícil.

Gazeta do Oeste

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