Pablo Escobar perdia US$ 2,1 bilhões por ano devido aos ratos, conta livro

Narcos é uma série original produzido pela Netflix 
Viciou em Narcos? Se for o caso, é possível que você ainda esteja intrigado com a capacidade de fazer dinheiro de Pablo Escobar. No livro Historia del Contador: Dentro del mundo violento del Cártel de Medellín (não lançado no Brasil), o irmão e braço-direito do criminoso, Roberto Escobar, oferece detalhes surpreendentes sobre os impressionantes rendimentos do colombiano adquiridos com o tráfico de drogas nos EUA e na América Latina.

De acordo com a publicação, no auge da sua jornada no crime, Escobar chegou a faturar US$ 420 milhões por semana, sendo reconhecido pela revista Forbes como um dos homens mais ricos do planeta, em 1988. A quantidade de dinheiro era tão exorbitante que o traficante precisava esconder pilhas de cédulas em armazéns e campos agrícolas afastados em Medellín. Não, isso não é ficção.

“Pablo estava ganhando tanto dinheiro que acabava perdendo 10% de tudo que arrecadava ao ano por conta dos ratos e da umidade dos armazéns”, escreveu Roberto Escobar no livro. Segundo os números levantados por ele, o valor perdido durante o ano seria de US$ 2,1 bilhões, aproximadamente.

Prejuízo? Não para Pablo Escobar. Toda a quantia escondida em galpões representava o excesso do lucro, a quantia que o traficante não poderia declarar às autoridades. Os ratos e a umidade, portanto, estavam fazendo nada mais que um favor ao criminoso interpretado por Wagner Moura na série exibida pelo Netflix. Como se não fosse o bastante, só para prender as cédulas, Escobar gastava US$ 2,5 mil por mês em elásticos.

Mas nada se compara à história compartilhada pelo único filho do traficante, Juan Pablo. Em entrevista à revista Don Juan, em 2009, ele relatou um momento de improviso do pai durante uma fuga. Enquanto se escondia da polícia nas regiões montanhosas de Medellín, o criminoso queimou US$ 2 milhões para manter a sua família aquecida no abrigo. Existe maior prova de amor?

Fonte: GQ Brasil

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