Caso Alcivan Medeiros: População de Felipe Guerra vai às ruas clamar por Justiça

A população do município de Felipe Guera, região Oeste Potiguar, realizou na manha desta quarta-feira (20), uma movimentação para cobrar apuração e justiça na morte do Professor Alcivan Medeiros. O movimento "Queremos Justiça" iniciou em frente da Escola Municipal Maria Bernadete Pinto, entrada da cidade de Felipe Guerra e percorreu a Avenida Mira-Selva, tendo como encerramento, no largo da Caraíba, centro da cidade, onde foi proferidos alguns discursos. 

A notícia triste do professor Alcivan Medeiros comoveu muitas pessoas que conviviam com o professor de matemática entre eles familiares, amigos, alunos e colegas de trabalho, o que motivou mais uma vez, a população ir às ruas para pedir justiça pela morte do professor felipense. Foram confeccionados vários cartazes ilustrando frases de homenagem e protesto por Justiça para resolução de um crime que já dura 17 dias sem resposta.

Após a caminhada, foram proferidos alguns discursos de homenagem e cobrança no largo da Caraíba. Herlon Werlang Góis, um dos amigos mais próximo do professor Alcivan, relembrou a trajetória de vida do mesmo e cobrou justiça para o caso. Em seguida foi a vez do professor Elias Gois. "Pode se matar uma pessoa, mas não se mata uma ideia. E o exemplo que Alcivan foi de guerreiro, de lutar pelos seus direitos, hoje está sendo refletida aqui. Estamos imitando aquele bom exemplo dele. Então quando o semeador falece, suas sementes germina. Que mais fruto possa aparecer pelo trabalho daquele grande educador. E que haja justiça contra esse criminoso que machucou toda uma cidade", disse o professor Elias.

"Estamos há 17 dias engasgados com um grito de revolta, um grito de apelo para que se faça justiça pela perca irreparável de uma pessoa que sempre lutou por seus direitos e nunca se calou diante de injustiça. Nosso clamor hoje é para que nos ouça, e veja que essa barbaridade não pode ficar impune. Sabemos que nada trará de volta o nosso amigo e companheiro de luta, e que essa separação material está doendo muito. Também sabemos que o criminoso deve pagar por tal ato, porque ao tirar uma vida de uma pessoa boa, honesta e trabalhadora, ele fez chorar uma cidade inteira que hoje pede uma resolução para o caso. Estamos a merce da criminalidade, pessoas de bem são assassinadas diariamente, e poucos são os culpados que pagam pelo mal que fazem à sociedade. Isso chega a ser revoltante", disse a funcionária pública, Lidiane Silveira.

Caso Alcivan Medeiros

Há 17 dias, o professor Alcivan Medeiros da Silva, 53 anos, foi encontrado carbonizado dentro do seu próprio veículo, na região Central do Estado, na madrugada do último sábado (02).O crime bárbaro, do qual o principal suspeito é o jovem João Carlos Bezerra da Rocha, que dividia apartamento com a vítima e está foragido.

Ainda não há previsão para identificação de corpo e confirmação da morte do professor Alcivan Medeiros. Porém familiares e amigos do professor Alcivan Medeiros, os quais não tem dúvidas de que o mesmo é a vítima do crime bárbaro registrado, vivem dias de muita aflição, sem previsão para o desfecho do caso que chocou a região Oeste do Rio Grande do Norte.

Fotos Cedida: Portal Pedra de Abelha/Marcio Costa

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