Presidente interino da Câmara anula sessão que aprovou impeachment de Dilma

O deputado Waldir Maranhão (PP), presidente interino da Câmara, acatou pedido da Advocacia Geral da União e anulou a votação que havia aprovado o processeguimento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo. De acordo com o jornal, a decisão será publicada no Diário Oficial da Câmara desta terça-feira (10).

Ainda segundo a Folha de São Paulo, o motivado seria a interpretação de que a votação no plenário da Câmara ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade.

Maranhão marcou uma nova votação do pedido do impeachment para daqui a 5 sessões do plenário da Câmara.

Em nota divulgada à imprensa, o deputado afirmou que a petição da AGU ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.

Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.

“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, destacou o presidente em exercício da Câmara na decisão.

Maranhão argumenta ainda que os deputados não poderiam ter anunciado suas posições antes da sessão da Câmara que decidiu dar continuidade ao processo de afastamento da presidente Dilma. Ele também afirma que a defesa de Dilma deveria ter tido o direito de falar durante a votação do impeachment.

“Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”, afirma.

Com informações da Folha de São Paulo e G1/ Mossoró Hoje

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