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Artigo de Opinião: A discriminação aos Servidores Públicos de Felipe Guerra em 2006

Quem pensa que as gestões passadas prejudicaram os servidores públicos municipais apenas atrasando vários meses de salários está ludibriado.  Até poucos dias os servidores públicos de Felipe Guerra não sabiam que o projeto de lei cujo objetivo era criar um plano de carreira para toda categoria havia sido extraído da Câmara Municipal pelo ex-prefeito Braz Costa. 

Na reunião recente em que estive presente na Câmara Municipal de Felipe Guerra, uma declaração do vereador Ubiracy Pascoal me deixou bastante intrigado. "O prefeito Haroldo sempre achou uma injustiça só parte dos funcionários terem este beneficio e não implantou ainda por que não recebeu uma prefeitura, recebeu um verdadeiro desmantelo". Fiquei me questionando porque parte dos funcionários tem esse benefício e porque os outros não? Pois bem...

Procurei adentrar no assunto, e constatei que na gestão do ex-prefeito Braz Costa, um pequeno grupo de professores uniu forças e conseguiu aprovar no legislativo projeto semelhante, só que beneficiando apenas esta categoria. Nada contra essa aprovação, mas a questão é que na época, o demasiado egoísmo de alguns somado ao desleixo do gestor Braz Costa teve dupla aplicação: primeiro ao tirar o projeto da Câmara Municipal excluíram de forma preconceituosa o gari; o enfermeiro; o vigia; o porteiro... 

Em seguida, se apropriaram de uma verba financeira que poderia ter sido distribuída de maneira justa entre todos os servidores. No entanto o individualismo e a ganância fizeram brotar a discriminação e a diferenciação desde então. Por essas razões alguns servidores públicos já se aposentaram ganhando apenas um salário mínimo e outros tantos podem fazer o mesmo. 

Não queremos colocar uma classe contra outra. Afinal, vivemos em um estado democrático de direito, onde somos livres para expressar nossas opiniões. Por isso, temos o direito de questionar o que hoje não deveria ser um problema para a classe trabalhadora do município, pois acreditamos que os direitos tem que ser iguais para todos, desde o início que se discutiu esse tema no município.

Se todos têm sua importância para o progresso do município porque somente uma classe deve ser privilegiada em seus proventos? É importante perceber que nesse imbróglio o atual prefeito Haroldo Ferreira deve ser isento e que tais erros pertencem a um grupo que agiu em beneficio próprio. Mas o prefeito Haroldo Ferreira tem razão ao considerar "injustiça"o que foi feito antes da sua administração.

A impostura da armação temperada de segregação sacrificou os demais servidores públicos e aniquilou o direito a uma velhice planejada para vivê-la com dignidade por meio de um salário mais razoável. Agora resta aos servidores excluídos torcer para que o atual gestor tenha coragem e sacrifique alguns serviços de utilidade pública indispensável para atender aos seus anseios aprovando um plano que no passado lhes foi covardemente negado.
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