Conselho de Ética instaura processo contra Bolsonaro por apologia à tortura

O Conselho de Ética e Decoro parlamentar da Câmara instaurou nesta terça-feira o processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ) por apologia à tortura. Pelo Código de Ética, as punições previstas vão desde advertência e censura à suspensão ou cassação do mandato. 

Bolsonaro está sendo processado porque em abril deste ano, durante a votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o parlamentar fez uma homenagem ao Coronel Alberto Bilhante Ustra que comandou entre 1971 e 1974 o DOI-CODI. De acordo com relatos de presos políticos, nos porões do DOI-CODI durante a ditadura militar (1965/1985). “Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", afirmou Bolsonaro ao votar pela admissibilidade do impeachment de Dilma, que hoje está sendo julgado pelo Senado.

O processo contra Bolsonaro foi instaurado a partir de representação do PV sob acusação de quebra do decoro parlamentar. O partido pede a cassação do mandato do parlamentar, fazendo coro à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Bolsonaro se defende justificando possuir imunidade por palavras e votos. Ele também alega não haver condenação definitiva para Ustra , morto em outubro do ano passado.
Fonte: Em.com.br
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