Idosa felipense completa 103 anos com muita vitalidade e lucidez

O privilégio de chegar aos 103 anos de vida é para poucos. Raimunda Alves de Menezes pode se considerar uma das felizardas dentre essas pessoas. Nascida no dia 17 de julho de 1913, no município de Caraúbas/RN e reside atualmente em Felipe Guerra/RN, região Oeste do Rio Grande Norte, há exatos 78 anos. A idosa Raimunda Alves, mais conhecida como “Raimunda de Zé Baixinho”, completa neste domingo, 17 de julho, 103 anos de idade, gozando de plena lucidez.

Raimunda é a segunda mulher mais idosa do município, atrás apenas de Joana Valentim de Oliveira, que tem os bem vividos 104 anos.

Demonstrando muita tranquilidade e irreverência, à idosa salientou que sempre trabalhou no campo como agricultora. Plantava, limpava com enxada e colhia feijão, milho e arroz.

Uma mulher guerreira, de uma história humilde porém muito honrosa. Com uma numerosa família, a aposentada teve 23 filhos e criou 16 filhos adotivos, na qual 6 filhos e 4 adotivos sobrevivem. Raimunda tem hoje 56 netos, 60 bisnetos e 14 tataranetos.

De corpo franzino, estatura pequena, cabelos brancos e sempre bem penteados, Dona Raimunda tem às características típicas de uma sertaneja.

Criou seus filhos com muita dignidade, luta e trabalho, dando amor e carinho. Ensinou a trabalhar mostrando que a vida não era feita de "mares de rosas" e sim de derrotas, decepções, tristezas, alegrias, vitórias, e que temos que enfrentar a vida de cabeça erguida, sem não esmorecer.

Entre as frutas preferidas de Dona Raimunda, estão melancia e abacaxi. “Se eu pudesse, comeria uma melancia todos os dias”, disse ao externar que come quase todo tipo de alimento.

Mesmo completando 103 anos hoje, Dona Raimunda mantém-se firme nas tarefas de casa. Lava, passa, cozinha e mantém a casa sempre bem organizada. Depois de um dia de luta, Dona Raimunda garante que dormir muito bem.

Com excelente aparência e “boa da cabeça”, não liga tanto para a quantidade de anos que está completando hoje. Apenas diz que gosta de viver e fica tranquila em relação à morte. Sobre a esperança de viver mais, ela afirma que acredita que o seu tempo de vida está determinado por Deus.

Porém o que deixa a Dona Raimunda triste é a lembranças das percas recentes, de duas filhas que ela mais gostava e que ainda tem muita saudade - Doíve Alves e Elza Alves. Ao lembrar-se dessas percas, lágrimas caíram dos seus olhos. Ela destaca que suportou tais percas por ser uma mulher forte e de muita fé em Deus.

Ao longo de sua vida, Dona Raimunda presenciou diversos acontecimentos da história da cidade, como a passagem do bando do cangaceiro Lampião, quando ela tinha 17 anos de idade.

Vida longa para Dona Raimunda!
Matéria produzido em 2015/Por Thiago Gama

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