O atual momento político em Felipe Guerra

Definidas as três chapas que disputarão a Prefeitura de Felipe Guerra/RN, como observador da cena política e formador de opinião, ouso fazer minha primeira análise acurada acerca do pleito deste ano naquela cidade.

A princípio reitero meu respeito pelos nomes que compõem as três chapas, sendo estes Haroldo Ferreira (PSB) e Salomão Gomes (PR) – chapa da Situação; Victor Costa (PSD) e Paulo Guilherme (SDD) – chapa da Oposição; e Fábia Herlang (PC do B) e ‘Edson Ratinho’ (PC do B) – chapa da Terceira Via.

Nesta análise irei me ater ao atual momento político vivenciado na cidade, no tocante a disputa pela Prefeitura, buscando ser o mais imparcial possível nas minhas colocações.

CHAPAS

Haroldo e Salomão (PSB/PR)
É coerente reconhecer o favoritismo da chapa situacionista encabeçada pelo atual prefeito Haroldo Ferreira (PSB), o qual busca a reeleição, tendo como vice o vereador e presidente da Câmara Municipal, Salomão Gomes (PR), haja vista a aprovação popular da gestão de resultados reconhecidos regionalmente.

Victor e Paulo (PSD/SDD)
Considerando a cultura política felipense que ainda divide o eleitorado entre os dois principais grupos políticos (Oposição e Situação), podemos reconhecer que apesar dos fatores que pesam contra, em segunda colocação na disputa vem a chapa de oposição encabeçada por Victor Costa (PSD), filho do ex-prefeito Hulgo Costa, tendo como vice Paulo Guilherme (SDD), atual vice-prefeito da cidade.

Fábia e Edson (PC do B/PC do B)
Diante da ousadia dos que fazem o Partido Comunista do Brasil (PC do B) em Felipe Guerra, mais uma vez a cidade tem uma opção paralela ao tradicionalismo. A chapa encabeçada pela bióloga Fábia Herlang, tendo como vice o jovem ‘Edson Ratinho’, ambos do PC do B, de fato ainda é um projeto tímido, porém louvável e digno do nosso mais elevado respeito. Obviamente, para obter êxito no pleito deste ano depende de um fato novo, o que é pouco provável vir acontecer.

LIDERANÇA

Hulgo Costa
Diante do fato dele nunca ter perdido um pleito eleitoral, alguns felipenses insistem em defender que o ex-prefeito Hulgo Costa (PTB) ainda seria a maior liderança política da cidade. Tese da qual discordo e trago algumas observações:

O ex-prefeito Hulgo Costa deixou a Prefeitura de Felipe Guerra em 2004, fazendo como sucessor o primo Braz Costa. Nas eleições estaduais de 2006, quando Braz Costa vivia o seu melhor momento como gestor, Hulgo não questionou apoiar os mesmos candidatos apoiados por Braz, pois já sabia que que Braz havia assumido a liderança do grupo.

Já nas eleições municipais 2008, inconformado por ter perdido a liderança, Hulgo quis a qualquer custo voltar à Prefeitura. Naquele momento se rebelou contra Braz, ameaçou não dar a legenda do PMDB para que Braz disputasse a reeleição, ameaçou lançar Chicão candidato a prefeito contra Braz, enfim tumultuou bastante. No entanto, o grupo lhe deu um ultimato e o obrigou recuar e homologar a candidatura de Braz Costa à reeleição. Mais tarde Braz tomou de Hulgo o comando do PMDB em Felipe Guerra.

Nas eleições estaduais 2010 Hulgo Costa decidiu realmente medir forças com o então prefeito Braz Costa dentro da antiga Situação, apoiando deputados diferentes. Das urnas veio uma negação que colocou a liderança do ex-prefeito em cheque.

Nas eleições municipais 2012 Hulgo Costa se rebelou novamente contra o então prefeito Braz Costa exigindo o comprimento de um suposto compromisso firmado entre eles de que Victor Costa seria o nome indicado por Braz para sua sucessão. Braz ultimou o grupo a apoiar a empresária Iolanda Costa, renegando definitivamente a liderança do seu criador. Naquele mesmo ano Hulgo decidiu romper com Braz e apoiar o então candidato de oposição, hoje prefeito, Haroldo Ferreira, de quem Hulgo indicou o vice. Detalhe: além da esposa e dos dois filhos, NENHUM outro com o sobrenome Costa seguiu a liderança de Hulgo. Mãe, irmãos e sobrinhos (as) acompanharam Braz Costa e apoiaram Iolanda. Acompanhou Hulgo somente o então vereador pedro Cabral.

Ainda nas eleições municipais 2012, agora na Oposição da época, Hulgo Costa estabeleceu que a reeleição do vereador Pedro Cabral seria uma questão de honra, como forma de mostrar liderança. Mesmo estando abastado financeiramente Hulgo não conseguiu seu objetivo. Haroldo Ferreira se elegeu prefeito com o apoio de Hulgo. Mas o fato de Hulgo não ter conseguido reeleger seu vereador abriu precedente para a especulação de que Hulgo teria se abrigado no projeto de Haroldo para não sofrer a eminente derrota anunciada e assim se manter o mito jamais derrotado.

Os vários episódios acima narrados de forma resumida, mostram que a liderança política do ex-prefeito Hulgo Costa está em cheque desde quando ele deixou a Prefeitura de Felipe Guerra em 2004, pois o mesmo foi renegado em seu próprio grupo várias vezes.

No pleito deste ano já temos um novo episódio para se somar aos anteriores, que vem a ser a formação da chapa de oposição apresentada pelo grupo novamente comandado por Hulgo Costa.

O ex-prefeito anunciou Paulo Guilherme como vice de Victor Costa nos acréscimos do segundo tempo, depois de assediar vários outros nomes da Situação tentando criar um fato novo, o que ele não conseguiu.

A lista dos assediados é extensa: Salomão Gomes. Ubiracy Pascoal, Luiz Agnaldo, Barra Neto, Russineide Pascoal, Ronaldo Júnior, Lidiano Nóbrega, dentre outros. Detalhe: Mesmo diante de muitos impasses vivenciados na reta final, dentro do grupo amplo da Situação, NINGUÉM da base governista quis ser vice na chapa articulada por Hulgo Costa.

Haroldo Ferreira
 Em Felipe Guerra é comum ouvirmos dizer nos mais diversos pontos da cidade que o atual prefeito Haroldo Ferreira (PSB), candidato a reeleição, “não é político”. Dizem e tentam justificar alegando que “Haroldo é inflexível nos diálogos”, que “é moroso no jogo de articulações”, que “não prioriza aliados de primeira hora” e etc. Este escrevinhador provinciano foi um dos que defendeu esta tese, mas aqui me desfaço dela e digo os porquês:

Passadas as eleições municipais 2008, tendo Haroldo Ferreira disputado como vice na chapa de oposição encabeçada pelo médico Canindé de Freitas (PSB), logo Haroldo se reapresentou aos felipenses, especialmente aos eleitores da antiga Oposição, dizendo que desejava viabilizar seu nome para disputar, pelo grupo, as eleições municipais 2012.

No princípio somente algumas lideranças do então grupo de oposição – inclusive se faz justo destacar o vereador Luiz Agnaldo – lhe deu crédito. Devido aos muitos anos vivendo fora da sua cidade natal, poucos o conheciam e a rejeição ao nome de Haroldo Ferreira era acentuada – ultrapassava os 30%. Ao invés de trabalhar para mudar este quadro, algumas lideranças do grupo, por terem o mesmo desejo que Haroldo, faziam exatamente o contrário. Ou seja, contribuíam para a inviabilidade do nome de Haroldo.

No entanto, entre os anos 2009 e 2012 foi Haroldo quem fez a diferença na antiga Oposição. Mostrou-se altamente solícito, articulado com autoridades a nível de Estado, de forma que na reta final do jogo de articulações não deu outra se não o nome de Haroldo Ferreira viabilizado.

Naquele momento as lideranças que faziam a antiga Oposição tinham plena consciência de dois pontos cruciais para que o grupo viesse apresentar um projeto viável de êxito, uma vez que, ao longo de 36 anos, vários nomes haviam tentado sem sucesso. Os dois pontos eram: deter poder econômico compatível com o da máquina pública municipal e trazer alguém que viesse da Situação para a Oposição somar.

O desfecho desta história toda a região Oeste já conhece: Haroldo Ferreira conquistou a confiança de grandes empresários da região, viabilizando o fator econômico e atraiu para o seu projeto, nada mais, nada menos, do que aquele que alguns o tem como “maior liderança política felipense”, o ex-prefeito Hulgo Costa que, politicamente falando, cavou sua própria cova, deitou-se dentro e simplesmente os bicudos mais excluídos e perseguidos por ele, ao longo de décadas, “puxaram a terra”.

Sendo político ou não, Haroldo Ferreira se elegeu, conseguindo assim o feito histórico e inédito que muitos tentaram sem sucesso.

Mas Haroldo tinha um problema. Além de assumir um município destruído, não havia feito maioria na Câmara Municipal para lhe oferecer suporte e certamente teria muita dificuldade para fazer a reforma necessária e assim governar. No entanto, Haroldo, que precisava de 5 vereadores, se apresentou no dia da posse com 6 (seis). Agora vai para a reeleição com sete.

Como demonstração de liderança mais recente, Haroldo assistiu serenamente o ex-prefeito Hulgo Costa se virando nos trista em busca de um vice, assediando as mais diversas lideranças da base governista. Ao mesmo tempo Haroldo administrava, dentro da Situação, alguns impasses e autovalorização da parte de alguns correlegionários. Resultado? Haroldo Ferreira montou a chapa que quis, sem perder nenhum apoio. Já Hulgo Costa montou a chapa que pode.

Fábia Herlang
A bióloga Fábia Herlang (PC do B) de fato ainda não goza de uma liderança política expressiva em Felipe Guerra. Porém, tanto ela quanto o seu esposo Arlineudo Góis, são expressões que podem ser definidas como idealistas, sonhadoras, de posição firme e de conceitos diferenciados e inovadores, em comparação com as lideranças que comandam os tradicionais grupos políticos em Felipe Guerra.

Fábia e Arlineudo formam um casal corajoso e ousado, que mantém hasteada a bandeira da Terceira Via, que pela segunda vez oferece uma opção, paralela ao tradicionalismo, ao eleitorado felipense.

Seria um projeto bem mais notável, com maior viabilidade de êxito, se ainda tivesse em seus quadros o potencial do saudoso professor Alcivan Medeiros, que ao lado de Cairo Pascoal, Barra Neto, Fábia, Arlineudo e outros, era uma das principais expressões do grupo.

Infelizmente a perda precoce e inesperada do professor Alcivan, seguida da dispersão de outras expressões que, no princípio das articulações idealizavam a Terceira Via, o projeto se enfraqueceu para este pleito.

No momento o projeto encabeçado por Fábia Herlang é uma boa semente plantada, que está sendo regada e que a colheita poderá vir em um futuro não muito distante.

O EMBATE
Analisando de forma mais profunda o embate que se inicia entre o atual prefeito Haroldo Ferreira (PSB) e o candidato Victor Costa (PSD), é possível enxergar, por vários ângulos, que a probabilidade da retomada do poder no pleito deste ano é mínima, para não dizer inexistente. Afirmo isso pelas rações que passo a expor:

Podemos até, em absoluta atenção a cultura política felipense, ignorar a tese da gestão de resultados e de ampla aprovação popular, comandada pelo prefeito Haroldo Ferreira, que disputa a reeleição, para nos atermos a fatos meramente políticos ocorridos de 2012 até aqui.

A política de fato não é uma ciência exata, mas a lógica se apresenta quando observamos o que chamamos de “lei dos números”. E para falarmos em números sem que tenha sido registrada e divulgada qualquer pesquisa eleitoral até o momento, requer cautela e responsabilidade.
Mas, vejamos o seguinte:

Qual a maioria obtida por Haroldo Ferreira quando eleito prefeito em 2012? 191 votos.

De lá para cá quem mais somou? Oposição ou Situação?

Vamos separar cidadãos eleitores de cidadãos políticos.

De 2012 até aqui o ex-prefeito Hulgo Costa rompeu levando de volta Paulo Guilherme, Pedro Cabral e Mazinho. Só!

Haroldo Ferreira trouxe Chicão, Djalma, Joel, Joedna, Paulo Cezar e Ducivan Fernandes.

Da classe política Haroldo perdeu quatro e trouxe 6 (seis). Dentre esses, 3 (três) são vereadores.

Em se tratando de famílias expressivas, que mudaram sua posição política agindo paralelamente a influência das lideranças, cito algumas que migraram da Oposição para a Situação no cenário atual: a família de Pedro Paulo Barra; a família do saudoso João Mestre; a família do sr. Raimundo Henrique (da Fazendo Nova); a família de dona ‘Detinha’; a família de Lacerda; e a família de Carlos Alberto de Medeiros.

O mesmo não aconteceu fazendo o percusso inverso. Ou seja, famílias expressivas indo da Situação para a Oposição.

O que identificamos são casos isolados de menor relevância. Há sim muitos históricos “bicudos amuados”. Mas esses não votam, em hipótese alguma, na chapa encabeçada pelo filho de Hulgo Costa.

Indo mais além, estima-se que a diferença entre eleitores que em 2012 votaram em Haroldo e atualmente votam em Victor, e eleitores que em 2012 votaram em Iolanda e atualmente votam em Haroldo, ultrapassa os 330 votos favoráveis a Haroldo.

Em relação aos quase um mil novos eleitores, tenho informações de fonte fidedigna que o prefeito Haroldo Ferreira assegura quase 70% desses votos.

DISCURSOS

Os 45 dias de campanha serão o momento do embate onde os três grupos levarão seus discursos ao rádio e aos palanques, apresentando suas propostas, objetivando que estas venham ser as rações pelas quais os eleitores decidirão o voto para prefeito. Nesta caso analisemos o quadro:

Situação

O grupo de Situação tem um discurso fácil: defender a continuidade de uma gestão que mesmo tendo encontrado o município mergulhado no caos administrativo (causado por décadas de desmandos praticados por gestões familiares), apresentou resultados satisfatórios em diversas áreas, com destaque para a Saúde Pública, Educação, Ação Social, Infraestrutura, Esporte, e o que também é muito importante: mantendo sempre o pagamento do funcionalismo público em dia, equilibrando e fortalecendo assim a economia local.

Esses e outros pontos positivos percebidos pela sociedade felipense, em um momento no qual os municípios brasileiros são duramente castigados pela crise econômica nacional.

Oposição

Já o grupo da Oposição, composto por ex-prefeitos, ex-vereadores e ex-secretários de desastrosas gestões passadas, tem como objetivo claro e inegável a retomada do poder e o resgate do modelo de gestão Costa. E isto eu não estou supondo. Foi o próprio candidato Victor Costa quem enfatizou em seu primeiro discurso, logo na Convenção Municipal do PSD.

É um discurso extremamente vazio de razão. O qual será transmitido pela boca de pessoas sem moral alguma, as quais, em um passado recente, estiveram à frente dos rumos do município, se envolveram em diversos escândalos de corrupção e foram escorraçadas do poder pela Justiça, deixando uma total ingovernabilidade.

Depois de ouvir o discurso de Victor e dos ex, até imagino a reflexão que passa (ou que pelo menos deve passar) nas cabeças dos comerciantes que viram seus clientes – funcionários públicos da municipalidade – passarem 6 (seis) meses inadimplentes, travando seus comércios.

Funcionários públicos municipais que, por sua vez, certamente recordarão as humilhações, os constrangimentos sofridos, a falta de planejamento de suas vidas em função das incertezas quanto ao futuro e de tantos meses de salário atrasado.

Os pais de famílias, as mães de famílias, que lutam para garantir o futuro dos seus filhos através da educação, certamente vão lembrar das provas importantes que seus filhos perderam, dos muitos dias que seus filhos passaram sem irem a sala de aula por falta de transporte, pois os motoristas de paus-de-araras já não tinham condições de abastecer, pois não viam a cor do salário.

Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) certamente vão lembrar das viagens perdidas até a unidade hospitalar local, onde não encontravam médicos, nem medicamentos, nem ambulâncias equipadas e abastecidas para que assim pudessem ser transferidos para outras cidades onde haviam gestores.

Os jovens que ralam nas universidades em busca da qualificação profissional para ingressar no mercado de trabalho, certamente haverão de analisar e lembrar como esta cidade já não apresentava mais quaisquer perspectiva de contribuir de forma mais decisiva com a formação desses jovens, muito menos proporcionar o ingresso no primeiro emprego.

São tantas lembranças negativas para serem superadas em 45 dias. E não serão.

Terceira Via

O discurso da candidata Fábia Herlang, em um cenário tão dominado pelo tradicionalismo político, precisa ser inovador. Deve ser muito bem direcionado visando alcançar aqueles que, assim como os que fazem a Terceira Via, cansaram do tradicionalismo e possuem em si a coragem e a ousadia para agirem de forma diferente em meio a um quadro tão declinado para o tradicionalismo. É importante que seja um grande discurso, pois este será um momento para o grupo apresentar uma ideologia que vá além de resumi-lo simplesmente a uma opção.

PODER ECONÔMICO

Para a massa não importa se estamos vivendo em tempo de crise e escassez de recursos. É cultural no Brasil, país ainda minado pela corrupção, sempre que adentramos na questão política, atentarmos para a influência do poder econômico das decisões políticas. É isto que norteia maioria dos eleitor, bem como a classe política.

O líder político precisa, antes de tudo, possuir dinheiro ou prestígio e coragem para viabilizar vultuoso volume de recursos no decorrer de uma campanha eleitoral.

A maioria dos eleitores brasileiros atentam para isso e elegem como prioridade obter alguma vantagem em troca do voto. Assim decidem que é fundamental tomar posse desta vantagem antes de irem às urna sufragarem o voto.

O político, por mais idealista que seja, acaba sendo vítima ou tornando-se “refém” desta realidade lamentável.

Seja nas grandes capitais ou nos pequenos rincões deste Brasil, se é chegada uma campanha eleitoral, é também chegado um momento para as barganhas.

No que diz respeito a Felipe Guerra vamos analisar as possibilidades no tocante a este fator.

Um dos questionamentos é se o ex-prefeito Hulgo Costa (que tem coragem para vender a alma ao diabo se for para voltar ao poder), possui recursos ou moral para arregimentar recursos suficientes para enfrentar a máquina pública comandada por Haroldo Ferreira.

Ora, condenado a devolver mais de R$ 5,3 milhões aos cofres do município, Hulgo é monitorado pela Justiça. Todos os bens, os quais temos conhecimento serem pertencentes ao mesmo, encontram-se bloqueados e prestes a irem a leilão. Desta forma estão indisponíveis para qualquer negociação, seja venda ou penhora.

O momento é dificílimo no campo financeiro. Quem têm um tostão está buscando uma forma de poupar dois.

Investimento em um momento como esse que vivenciamos, seja em qual for a área, somente se faz depois de muitas análises.

Aí eu pergunto: Qual é o empresário, o abastado, ou abestado, que não tenha quaisquer pretensão na seara política, o que vai concluir que, neste momento, investir em campanha eleitoral alheia seria um bom “negócio”?

Em relação a campanha eleitoral de Felipe Guerra, considerando que a gestão de Haroldo Ferreira ganhou notoriedade na região e todos sabem que ele goza de amplo favoritismo, faço outra pergunta: Qual é o empresário, o abastado, o abestado, que vai investir numa aventura do ex-prefeito Hulgo Costa, principalmente depois que Felipe Guerra foi palco da “Operação Ave de Rapina”?

Por fim, ignorando esses pontos, como se eles pudessem ser ignorados, pergunto também: Para cada 1 tostão viabilizado por um grupo queimado como a este de oposição a Felipe Guerra, a credibilidade de Haroldo lhe permite viabilizar 2?

FORÇA POLÍTICA

Por fim quero fazer uma última observação:

A convenção de Haroldo contou com a presença do deputado federal Rafael Motta (PSB), que fez questão de vir reiterar apoio em seu nome e em nome do deputado estadual Ricardo Motta (PSB).

Já a oposição comandada pelo ex-prefeito Hulgo Costa (PTB), que em 2014 se gabava por ter eleito 5 (cinco) deputados – sendo três estaduais e dois federais, uma senadora e o governador, realizou uma convenção e a maior autoridade além fronteiras que prestigiou foi a assistente social dra. Tânia Regina, de Caraúbas.

Onde andavam os deputados estaduais Kelpes Lima (SDD), Gustavo Fernandes (PMDB) e Getúlio Rêgo (DEM)?

Onde andavam os deputados federais Walter Alves (PMDB) e Beto Rosado (PP)?

Onde andava a senadora Fátima Bezerra (PT)?

Onde andava o governador Robinson Faria (PSD)?

Onde andava o vice-governador Fábio Dantas (PC do B)?

Não mandaram nem lembranças!

Há! A empresária e ex-candidata a prefeita Iolanda Costa (PDT), renegada por Hulgo Costa e Victor Costa em 2012, também não pôs os pés na convenção do PSD.

Fonte: Rede News 360
Coluna 'Pinga Fogo' por Erinaldo Silva

4 comentários:

Anônimo disse...

Vitor e Paulo..."TRANSFORMAR"...só podem estar de brincadeira, quando foi que esses meninos transformaram alguma coisa na vida "homi"? A não ser os seus paredões particulares...sei não viu, só rindo mesmo...kkkk

Anônimo disse...

Haroldo pela sua demonstração de competência em administrar a cidade e Salomão pelo seu caráter em conduzir a gestão da Câmara Municipal...os dois exemplos de gestores juntos e unidos pelo bem do município de Felipe Guerra, precisa dizer algo mais? Acho que Felipe Guerra já decidiu a muito tempo. Transformar? Só se for para o que era antes!: salários de funcionários atrasados, obras superfaturadas, não tinha lisura nas licitações públicas realizadas pelo município, não tinha transparência no uso do DINHEIRO PÚBLICO, gestor municipal sendo alvo de ações policiais (preso diga-se de passagem) por improbidade administrativa...transformar para que Felipe Guerra volte a conviver com esse passado triste de sua história? "VOCÊS TÃO DE BRINCADEIRA "VEIO", ME AJUDA AÍ Ô...

Anônimo disse...

Pela continuidade dessa gestão de tantos resultados notórios e por fazer valer o meu voto em 2012 Haroldo Ferreira e Salomão Gomes é sem sombra de dúvidas a melhor opção! Dia 02 de outubro estarei em felipe guerra e confirmarei mais uma vez o meu voto agora no 40

Gleicigene Bezerra disse...

Link da imagem: https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xlf1/v/t1.0-9/14054178_512221705629191_3752484861438264075_n.jpg?oh=78ec5d1e10e14ffc9ffd66a335488948&oe=585E1AFC&__gda__=1477493635_50449cf2598058791584baedefcd2c84

Amigos felipenses. A imagem trata-se da ficha de inscrição de Haroldo Ferreira quando do seu ingresso na Casa do Estudante de Mossoró. Podemos observar que teve um pai ausente, assim como seu companheiro de chapa Salomão Gomes. Reparem também que ele era responsável por si mesmo e que ali chegava para cursar educação física, diga-se de passagem, numa Universidade Pública. Naquela residência sentiu fome sem ter como sacia-la, assim como muitos que por lá passaram. Na presidência da Casa construiu refeitório e banheiros e além de se tornar um pedinte em nome dos estudantes se revelou um grande administrador. Quis o destino que viesse a ser prefeito de Felipe Guerra e para provar que sabe administrar tirou a cidade do caos em que se encontrava. Hoje junta-se a Salomão Gomes, um homem com trajetória semelhante e de um caráter indiscutível. Sem sobra de dúvidas, os mais capacitados para continuar comandando nossa cidade.
O percurso de seus oponentes nas urnas em outubro próximo se fez na direção inversa. Vitor Costa JAMAIS trabalhou, enquanto fez faculdade particular de medicina morou em apartamento de luxo e seu pai o mantinha desviando dinheiro público da prefeitura (segundo fontes do Ministério Público) e por isso o chamam filho da corrupção. Seu parceiro de chapa não conhece dificuldades na vida, sempre teve tudo aos seus pés. Ambos desconhece as mãos calejadas do povo pobre de Felipe Guerra e dizem querer transformar suas vidas. Quando dizem que precisamos de transformação ambos ADMITEM que a mudança aconteceu e de fato aconteceu, mas pelas mãos de Haroldo Ferreira! Sei que o voto é democrático e todos tem o direito de errar, mas escolher nunca foi tão fácil e entre essas opções é algo muito simples, basta refletir um pouco.

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