Estudantes ocupam reitoria da UERN e exigem posicionamento do reitor sobre privatização

Grupo de estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) ocupou a sede da reitoria da universidade na manhã desta quinta-feira (10), no Centro de Mossoró, e exigiram a presença e o posicionamento do reitor Pedro Fernandes sobre a privatização da instituição.

“Ele é omisso perante o governador Robinson Faria, sobre as especulações de privatização”, afirmou o coordenador do Diretório Central Estudantil, Hans Willegaignon.

A ocupação aconteceu por volta da 9h30 da manhã. Com cartazes e palavras de ordem, os estudantes entraram e exigiram o cumprimento de uma série de pautas, dentre elas o conserto de aparelhos de ar-condicionado, convocação de professores aprovados em concurso, aprovação do voto paritário e pagamento de bolsas estudantis.

De acordo com Hans Willegaignon, a situação atual da UERN é preocupante. “A nossa universidade está sendo desmontada. Falta investimentos simples. Quando chegamos aqui na reitoria fomos ao banheiro e simplesmente nem luz encontramos”, argumentou.

“Nós queremos que o governador olhe para a UERN com bons olhos e que o reitor tenha um posicionamento sobre tudo isso que está acontecendo, como a própria privatização, que também é uma de nossas pautas de reivindicação”, acrescentou o coordenador.
Em conversa com os estudantes, o vice-reitor Aldo Gondim disse que Pedro Fernandes está em Brasília, mas que deve chegar logo. Ele também disse ser contra a privatização da instituição e que o seu salário está tão atrasado quanto o dos professores e as bolsas dos estudantes.

“Prometo não desrespeitar vocês. Nós somos contra a privatização da universidade, por que ela é um patrimônio do Rio Grande do Norte. Sobre Pedro, não existe omissão do reitor. Não vamos esconder nossa cara e estaremos com vocês”, discursou.

Aldo acrescentou que uma comissão irá sentar para discutir a pauta de reivindicações dos estudantes, e alertou que boa parte delas será atendida, porque são coisas simples.

“Vamos discutir e pedir a sensibilidade deles. Infelizmente tem coisa que a gente não pode resolver, mas de antemão, posso dizer que muitas das reivindicações são simples de resolver”, detalhou.

Até lá, a reitoria permanece ocupada e outros campi, além do de Pau dos Ferros, já estão se articulando para aderir ao movimento, foi o que revelou o coordenador do DCE, Hans Willegaignon.

“Todas as cidades que tem UERN estão realizando reuniões. Não é certeza, mas eles podem ocupar os campi também”, concluiu.
Confira todas as pautas:

Emergenciais:

1 - Conserto dos ar-condicionados das bibliotecas (FACS e Central);
2 - Conserto nos ar-condicionados parados das salas e departamentos;
3 - Resolução da energia elétrica do campus Central;
4 - Convocação dos aprovados no concurso 001/2016 para suprimento de todas as vagas ociosas;
5 - Construção das residências universitárias;
6 - Melhoria da rede de internet;
7 - Aprovação do voto paritário para reitoria, diretoria de campus e chefe de departamento;
8 - Segurança humanizada;
9 - Redução do preço da xerox;
10 - Pagamento dos salários dos professores e técnicos;
11 - Pagamento das bolas estudantis;
12 - Criação de mini subestação para suportar a energia e evitar queima de equipamentos;
13 - Extensão dos horários do Restaurante Popular para que atenda as demandas dos estudantes.

Médio prazo:

1 - Conclusão das obras paradas;
2 - Construção de creche universitária;
Garantir recursos para fomento de eventos estudantis.

Nacionais:

1 - Não à PEC 55 (241).

Informações e fotos: Mossoró Hoje
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