Policiais e bombeiros exigem calendário para salários

Delegados, agentes de Polícia Civil, servidores do Itep, oficiais e praças da Polícia Militar e Bombeiros realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (8) em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, exigindo do Governo do Estado a definição do calendário de pagamento dos salários ainda deste ano.

As categorias cobram a definição das datas para o repasse das folhas dos meses de outubro, novembro, dezembro e do 13º. “Hoje já são 8 de outubro e não temos a definição ainda do calendário de outubro, porém nós queremos que definam as quatros folhas que estarão pendentes, que é outubro, novembro, dezembro e o 13º”, reclamou o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares (ASSPMBM), subtenente Eliabe Marques.

“Nós estamos cobrando do governo que tome as providências, o Fórum de Servidores já tomou a iniciativa e apontou soluções para o impasse, que é justamente a repactuação entre os outros Poderes. Porque a crise é do Estado, não é só do Executivo. Enquanto o Executivo está na situação de caos, os outros poderes estão ostentando riquezas e fazendo poupança. Nós estamos cobrando que o governo assuma esse protagonismo para que junto dos outros Poderes para que possa realmente superar essa crise”, defendeu Eliabe.

Os servidores da Segurança Pública querem que o governo apresente o calendário de conclusão deste ano até o próximo dia 15. Do contrário, os atos de reivindicação deverão ocorrer com mais frequência. As categorias não descartaram a possibilidade de paralisações nos serviços prestados.

“O governo está conversando muito, mas já conversando bastante. Por isso estamos hoje aqui para exigir do governo ações práticas. Toda reunião é uma desculpa e o servidor público já não aguenta mais”, reclamou o presidente da ASSPMBM.

A delegada Ana Cláudia Gomes, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol), defendeu a regularização da folha. “O pagamento do salários dos servidores é direito constitucional, nós estamos aqui lutando pela sobrevivência das nossas famílias”.

Para Ana Cláudia, o receio dos servidores é que o governo não realize o repasse referente aos dois últimos meses de 2016. “Nós temos hoje a certeza que se não houver recursos extraordinários, nós ficaremos sem os salários de novembro e dezembro. Nós não podemos permitir que nossos salários vá para os restos a pagar. Hoje a possibilidade é de recebermos apenas os salários de outubro e o 13º”, alertou.
Nominuto

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