Trump supera Hillary em nova pesquisa eleitoral, e mercados reagem

Em uma pesquisa feita pela rede ABC News e pelo jornal “The Washington Post”, o candidato republicano Donald Trump superou a democrata Hillary Clinton pela primeira vez desde maio e assumiu a vantagem da corrida eleitoral norte-americana por um ponto percentual, com 46% a 45%.

Embora o resultado permaneça dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais, a mudança de líder é considerada importante faltando apenas uma semana para a eleição.

A queda de Hillary coincide com o anúncio, feito pelo FBI, de uma investigação sobre e-mails adicionais ligados a um servidor privado da candidata democrata.

Trump também passou a liderar na proporção de eleitores que estão muito entusiasmados com sua escolha, obtendo 53% contra 45% de Hillary.

O entusiasmo a respeito de Hillary caiu sete pontos desde a última pesquisa, no dia 22 de outubro.

A candidata democrata, no entanto, ainda lidera em quase todas as outras pesquisas de opinião.

O resultado da pesquisa ABC News/Washington Post, salientam os realizadores da pesquisa, não é necessariamente indicativo do resultado final.

A ABC lembra que, em 2012, o derrotado Mitt Romney estava um ponto à frente de Barack Obama a uma semana da eleição, enquanto John Kerry tinha vantagem idêntica sobre George W. Bush em 2004, também tendo sido derrotado no final.

EFEITO NOS MERCADOS

A incerteza quanto ao resultado da eleição norte-americana piorou o humor dos mercados em todo mundo.

Em Nova York, o índice S&P 500 recuava há pouco 1,01%; o Dow Jones caía 0,78%; e o Nasdaq, -1,16%.

Na Europa, as Bolsas fecharam em queda. A Bolsa de Londres perdeu 0,53%; Paris, -0,86%; Frankfurt, -1,30%; Madri, -1,12%; e Milão, -1,32%.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, perdia 2,71%, aos 63.163 pontos. O dólar subia 1,94% ante o real, para R$ 3,2510.

Tais resultados também refletem a espera pela conclusão da reunião do Fed (Banco Central dos EUA), nesta quarta-feira (2).

O dólar norte-americano atingiu seu nível mais baixo em mais de duas semanas frente ao euro.

Uma vitória de Hillary é geralmente vista por analistas como positiva para o dólar.
Folha

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