'Auxílio' financeiro de somente 50% do transpote gera polêmica na classe estudantil de Caraúbas/RN

Durante o pleito político de 2016, ambos os candidatos foram cobrados caso assumissem a cadeira do Palácio Jonas Gurgel em Caraúbas, beneficiassem a classe estudantil que se desloca diariamente para outras cidades, a fim de extinguir a taxa paga por cada aluno pela utilização do transporte escolar. Ambos afirmaram que isso seria uma das prioridade da educação do município. 

Após assumir o governo, o atual prefeito Juninho Alves (PSD), reuniu a classe estudantil e afirmou que isso não seria possível (como já esclarecido anteriormente pelo governo do Prefeito Ademar Ferreira) e que os estudantes terão que custear metade dos gastos totais, sendo que os outros 50% ficam por conta da municipalidade.

Ontem (07), a assessoria de comunicação do município divulgou uma nota sobre esse tema, falando sobre a Medida Provisória 02/2017, que trata justamente da concessão de auxilio financeiro para o transporte escolar de estudantes de curso superior e curso técnico, que estudam em Mossoró, Patú e Apodi. 

Através de sua assessoria o prefeito afirmou que: “Diante da necessidade que os estudantes têm em se deslocar diariamente para outros municípios, a medida cria um instrumento legal que pudesse garantir o transporte escolar dos alunos de curso técnico profissionalizante e de curso superior, que possa assegurar uma ajuda de 50%, por parte do município nesse primeiro momento.

Também através da imprensa (Blog Caraúbas News) o Presidente da Câmara de Vereadores Josean Amorim foi questionado sobre a decisão do prefeito. O vereador preferiu não comentar, pois a Câmara não foi notificada oficialmente sobre isso, porém se mostrou interessado em fazer o melhor pela classe estudantil e buscar garantir a gratuidade do transporte escolar para o alunos.

A nota não afirma os motivos que levaram o prefeito a descumprir a promessa de campanha, como também o fato dos transportes serem utilizados por pessoas que não são estudantes. Na prática, os estudantes correm o risco de pagar um valor ainda maior que ano passado, além de cada estudante ter que, no máximo até cada dia do mês, ir a prefeitura para apresentar o carnê de pagamento em dia, sob pena de ter o benefício cortado.

Fonte: Caraúbas Agora

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