Acusado de comprar votos de uma família prometendo um quarto, prefeito será julgado dia 28

No próximo dia 28, às 9h, a Justiça Eleitoral de Upenema vai julgar se o prefeito Luiz Jairo Bezerra de Mendonça conseguiu se reeleger em 2016 comprando votos ou não.

As provas no processo (131-02.2016.6.20.0049) na 49ª Zona Eleitoral são robustos  e inclusive tem áudios onde se escuta as negociatas entre o prefeito e os eleitores durante a campanha.

Os áudios e imagens também, na época da campanha, se espalharam nas redes sociais rapidamente e não houve contestação convincente da parte do prefeito Luiz Jairo e menos ainda de seus assessores.

Consta que na companha de reeleição em 2016 o chefe de gabinete Raimundo Carlos de Medeiros e o prefeito Luiz Jairo, então candidato à reeleição, comprou votos de uma eleitora construindo um quarto.

Luiz Jairo e Nonato de Garcia, como é mais conhecido Raimundo Medeiros, prometeram construir um quarto para uma eleitora e, em troca, exigiram os votos de todos da família dela.

E isto não foi fato isolado. As notícias correram rapidamente que vários outros casos surgiram, todos narrando situação de compra de votos, de várias maneiras, e com objetivo claro de reeleger Luiz Jairo.

No rol de provas no processo eleitoral, houve esbanjamento de dinheiro para reeleger Luiz Jairo, ou seja, ocorreu de forma exagerada abuso de poder econômico na eleição de 2016 em Upanema.

A audiência começa às 9h do dia 28 próximo no Fórum Municipal Desembargador Wilson Dantas, em Upanema, com a presença dos réus, promotor e advogados.

De onde veio tanto dinheiro
O juiz eleitoral aposentado Marlon Reis, do Maranhão, diz não ter dúvida. O dinheiro usado nas campanhas para comprar votos e outros gastos excessivos tem origem nos desvios de recursos públicos das administrações municipais, estaduais e da União.

A Operação Lava Jato também tem sido reveladora aos brasileiros. Basicamente mostra que a classe política e grandes empresas, não em sua totalidade, estão saqueando os cofres públicas em todas as esferas administrativas do País.

Em Upanema não seria diferente. Não são raros os contratos públicos em Upanema por valores exorbitantes, o que fortalece a tese de que os recursos usados em abundância nas campanhas têm origem nos desvios em obras públicas.

Informações: Mossoró Hoje

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